{"id":11354,"date":"2026-09-30T09:09:28","date_gmt":"2026-09-30T12:09:28","guid":{"rendered":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/?p=11354"},"modified":"2026-09-30T09:25:46","modified_gmt":"2026-09-30T12:25:46","slug":"somos-corpos-territorios-encontrar-cuidar-e-resistir-mulheres-do-cerrado-divulgam-carta-de-seu-iv-encontro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/somos-corpos-territorios-encontrar-cuidar-e-resistir-mulheres-do-cerrado-divulgam-carta-de-seu-iv-encontro\/","title":{"rendered":"\u00c0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es, Mulheres do Cerrado clamam pela defesa de seus corpos-territ\u00f3rios em carta p\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>\u00a0<\/strong>Leia na \u00edntegra a Carta do IV Encontro de Mulheres do Cerrado, realizado entre os dias 01 e 03 de setembro de 2026, em Cuiab\u00e1 (MT).<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CARTA FINAL DO IV ENCONTRO DE MULHERES DO CERRADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSomos corpos-territ\u00f3rios: encontrar, cuidar e resistir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegamos ao Mato Grosso, na cidade de Cuiab\u00e1, acolhidas pela FASE \u2013 Solidariedade e Educa\u00e7\u00e3o e pelo GIAS Grupo de Interc\u00e2mbio em Agroecologia, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2026, no IV Encontro de Mulheres do Cerrado. Trouxemos os nossos corpos-territ\u00f3rios, marcados por nossas hist\u00f3rias de resist\u00eancias, por nossa ancestralidade e espiritualidade. Ao som de cantos, poesia, viv\u00eancias e reflex\u00f5es, refletimos sobre o cuidado como pr\u00e1tica cotidiana coletiva e como pol\u00edtica de resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos representantes dos povos ind\u00edgenas, das comunidades quilombolas, das quebradeiras de coco baba\u00e7u, das benzedeiras e raizeiras, das comunidades tradicionais cerradeiras e pantaneiras, agricultoras familiares, assentadas da reforma agr\u00e1ria, organizadas em coletivos, organiza\u00e7\u00f5es de mulheres negras, associa\u00e7\u00f5es, sindicatos, redes e articula\u00e7\u00f5es. Somos Corpos-Territ\u00f3rios e guardi\u00e3s da Sociobiodiversidade do Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOSSO COMPROMISSO COM O MOMENTO HIST\u00d3RICO DAS ELEI\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegamos ao nosso IV Encontro em um momento muito pr\u00f3ximo das elei\u00e7\u00f5es. S\u00e3o tempos dif\u00edceis e desafiadores com as guerras e avan\u00e7o da direita e extrema direita no plano internacional e tamb\u00e9m no Brasil. Atendemos ao chamado para o compromisso pol\u00edtico de defesa da soberania nacional e da democracia que est\u00e3o sob amea\u00e7a. Entendemos que a soberania \u00e9 o poder do Brasil decidir seus caminhos, e proteger nossas terras, nossas \u00e1guas, nossa biodiversidade, nossos minerais, nossa alimenta\u00e7\u00e3o adequada e saud\u00e1vel e garantir os direitos dos povos, das mulheres, das meninas e das juventudes. Defendemos a nossa soberania e o aperfei\u00e7oamento de nossa democracia. N\u00f3s, mulheres representamos 52.8% do eleitorado brasileiro e podemos fazer de nossos votos instrumentos pela defesa da vida das mulheres, meninas e juventudes, por dignidade humana, justi\u00e7a racial, socioambiental e alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trazemos a defesa dos Cerrados como territ\u00f3rio de vida e n\u00e3o de lucro, frente \u00e0 cotidiana viola\u00e7\u00e3o de direitos que vivenciam seus povos e a natureza. Juntamos nossas vozes aos movimentos sociais, feministas, antirracistas e agroecol\u00f3gicos e \u00e0 articula\u00e7\u00f5es e redes que recomendam o voto nas candidatas e candidatos que apresentam a defesa dos direitos das mulheres contra todas as formas de viol\u00eancias de g\u00eanero; que afirmam a agroecologia como caminho para a soberania e seguran\u00e7a alimentar e nutricional e como resposta \u00e0s crises ambientais, clim\u00e1tica e alimentar; e que apoiam o fortalecimento das juventudes como sujeitos pol\u00edticos, garantindo sua participa\u00e7\u00e3o efetiva nos espa\u00e7os de discuss\u00e3o, decis\u00e3o e poder, reconhecendo seu protagonismo na constru\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e de novas formas de organiza\u00e7\u00e3o social. Afirmamos a import\u00e2ncia de eleger pessoas que lutem por leis e pol\u00edticas p\u00fablicas que defendam&nbsp; nossos direitos fundamentais de acesso \u00e0 terra, \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 biodiversidade; que enfrentem o racismo ambiental e a segrega\u00e7\u00e3o racial nos espa\u00e7os urbanos e rurais; e que combatam contamina\u00e7\u00e3o, devasta\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de nossos territ\u00f3rios do Cerrado. Para isso, tamb\u00e9m \u00e9 preciso eleger jovens, especialmente jovens do campo, das \u00e1guas e das florestas que possam lutar por condi\u00e7\u00f5es para que as juventudes possam permanecer em seus territ\u00f3rios, participar da vida pol\u00edtica e comunit\u00e1ria e construir seus projetos de vida com autonomia, dignidade e perspectivas de futuro. Queremos aumentar a representa\u00e7\u00e3o das mulheres comprometidas com a essas causas nos espa\u00e7os de poder, em especial mulheres negras, ind\u00edgenas, quilombolas e dos povos e comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DENUNCIAMOS TODOS OS PROJETOS E A\u00c7\u00d5ES QUE COLOCAM O BER\u00c7O DAS \u00c1GUAS EM PERIGO E AMEA\u00c7A NOSSAS VIDAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ber\u00e7o das \u00c1guas: assim \u00e9 conhecido o Cerrado. Juntamente com suas \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o, o Cerrado \u00e9 o lugar onde nascem os rios formadores de importantes bacias hidrogr\u00e1ficas como a Bacia Amaz\u00f4nica; Bacia Araguaia-Tocantins; Bacia do S\u00e3o Francisco; Bacia do Paran\u00e1-Paraguai. Mas, seus aqu\u00edferos est\u00e3o secando. Cerca de 50% dos territ\u00f3rios do Cerrado est\u00e3o devastados por causa da expans\u00e3o da chamada fronteira agr\u00edcola com os monocultivos de soja, milho, cana de a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o e tamb\u00e9m com a minera\u00e7\u00e3o. A biodiversidade com uma grande diversidade de animais e dos frutos, dos \u00f3leos, das ra\u00edzes, conservados pela for\u00e7a da ancestralidade de nossos povos, est\u00e1 sob amea\u00e7a de redu\u00e7\u00e3o e\/ou extin\u00e7\u00e3o.\u00a0 Frente a esta realidade, denunciamos o cercamento dos modos de vida e a viol\u00eancia contra nossos corpos com a contamina\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos e do merc\u00fario; a destrui\u00e7\u00e3o da natureza, o isolamento e empobrecimento de comunidades, situa\u00e7\u00f5es que vem causando adoecimento psicol\u00f3gico e inseguran\u00e7a alimentar e nutricional. Antes era a domina\u00e7\u00e3o dos grandes fazendeiros, hoje s\u00e3o as corpora\u00e7\u00f5es agroindustriais que v\u00e3o provocando um verdadeiro <em>eco-genoc\u00eddio<\/em><sup data-fn=\"1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f\" class=\"fn\"><a href=\"#1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f\" id=\"1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f-link\">1<\/a><\/sup>,\u00a0 ou seja, um crime socioambiental de larga escala que afeta diretamente a exist\u00eancia dos povos do Cerrado, com destaque para comunidades, juventudes e mulheres negras, que vivem uma necropol\u00edtica<sup data-fn=\"d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6\" class=\"fn\"><a href=\"#d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6\" id=\"d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6-link\">2<\/a><\/sup> em curso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DEFENDEMOS OS CORPOS-TERRIT\u00d3RIOS DE VIDA&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse contexto de dor e destrui\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancias contra as mulheres e meninas, que resistimos de forma coletiva, como lutadoras, e assumimos o cuidado como pr\u00e1tica e a\u00e7\u00e3o coletiva de resist\u00eancia, n\u00e3o como mais uma responsabilidade exclusiva das mulheres. Valorizamos todo o trabalho de cuidados historicamente realizado pelas mulheres, que foram respons\u00e1veis por manter a vida, a natureza e a sa\u00fade dos povos.&nbsp; Mas exaustas com tanta sobrecarga: entendemos o cuidado com um direito de todas as pessoas e seres, devendo ser responsabilidade de todos os membros da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Colocamos na centralidade de nossas lutas, a defesa dos territ\u00f3rios de vida para afirmar nossos direitos \u00e0 terra, \u00e0 \u00e1gua, \u00e0s sementes, \u00e0s plantas medicinais, \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para as mulheres, homens, jovens e crian\u00e7as. Plantamos, coletamos, conservamos e multiplicamos as sementes, criamos animais, aplicando nossos conhecimentos ancestrais, dialogando com os princ\u00edpios da agroecologia, criando regras e aplicando protocolos na defesa dos bens comuns. Reconhecemos que a natureza tamb\u00e9m tem direitos e que n\u00f3s tamb\u00e9m somos natureza. Lutamos contra os agrot\u00f3xicos, formando caravanas para apresentar nossas den\u00fancias, no plano internacional, junto \u00e0s sess\u00f5es do Conselho de Direitos Humanos da ONU, ao mesmo tempo que exigimos leis municipais e estaduais para cessar a pulveriza\u00e7\u00e3o de veneno por drones e avi\u00f5es. Queremos o direito de permanecer em nossos territ\u00f3rios em paz e com uma vida digna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REAFIRMAMOS NOSSAS PROPOSTAS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continuamos ecoando nossas vozes com importantes recomenda\u00e7\u00f5es para o fortalecimento das mulheres na sociedade e nos seus territ\u00f3rios:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a) Priorizar, por parte dos \u00f3rg\u00e3os federais e estaduais, a identifica\u00e7\u00e3o, demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, bem como a implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria, condi\u00e7\u00e3o fundamental para o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia e para o fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">b) Garantir o direito \u00e0 Consulta e Consentimento previstos na Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT aos povos ind\u00edgenas, quilombolas e tradicionais, reconhecendo-se os Protocolos de Consulta Livre, Pr\u00e9via e Informada como instrumentos de express\u00e3o da autonomia e autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;c) Rever a Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoter\u00e1picos (Decreto no 5.813\/2006), para garantir prote\u00e7\u00e3o e fomento para as pr\u00e1ticas tradicionais de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios caseiros, bem como reconhecer o of\u00edcio das raizeiras e respeitar seus protocolos comunit\u00e1rios bioculturais;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">d) Garantir recursos e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de acesso das mulheres e suas comunidades no Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA), Programa Nacional da Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) e Programa de Valoriza\u00e7\u00e3o da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (Sociobio Mais &#8211; Decreto n\u00ba 12.539\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">e) Formular e efetivar pol\u00edtica de repara\u00e7\u00e3o pelo uso indiscriminado da \u00e1gua e sua contamina\u00e7\u00e3o com venenos por parte do agroneg\u00f3cio e garantia da \u00e1gua de qualidade e saneamento b\u00e1sico, vinculado diretamente ao direito humano \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e soberania alimentar;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">f) Garantir o reconhecimento, prote\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o, por parte do Estado, \u00e0s tecnologias tradicionais de uso, gest\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios da agricultura tradicional e agroecol\u00f3gica para a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">g) Criar e fortalecer pol\u00edticas p\u00fablicas que assegurem condi\u00e7\u00f5es para que as juventudes, especialmente as juventudes do campo e das \u00e1guas, possam construir seus projetos de vida em seus territ\u00f3rios. Reconhecer as juventudes como sujeitos de direitos e agentes de renova\u00e7\u00e3o dos modos de vida e valorizar sua capacidade de articular saberes tradicionais e novos conhecimentos, contribui para a sucess\u00e3o rural, a diversidade sociocultural, a agroecologia e a perman\u00eancia digna das novas gera\u00e7\u00f5es em seus territ\u00f3rios;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">h) Efetivar a participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria das mulheres nos espa\u00e7os pol\u00edticos de decis\u00f5es das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade e nos espa\u00e7os de gest\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. E incorporar medidas contra todas as formas de viol\u00eancias, preconceitos e discrimina\u00e7\u00e3o para afirmar a igualdade \u00e9tnico-racial &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">i) Proibir a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea por avi\u00f5es e drones no Cerrado e o uso dos agrot\u00f3xicos banidos na Uni\u00e3o Europeia; declarar a inconstitucionalidade da Lei 14.785\/2023 (ADI 7700); responsabilizar infratores e garantir a aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es expostas com repara\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades; implementar o Programa Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Agrot\u00f3xicos (PRONARA) com apoio \u00e0 transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">j) Fortalecer a Pol\u00edtica Nacional de Cuidados e garantir a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Cuidados, incluindo em sua revis\u00e3o, a realidade das mulheres do campo, das \u00e1guas e das florestas, com destaque para mulheres negras que representam 69,9% das cuidadoras do Brasil; ampliar a instala\u00e7\u00e3o das lavanderias agroecol\u00f3gicas, cozinhas solid\u00e1rias, creches e pr\u00e9-escolas p\u00fablicas em tempo, considerando as especificidades de cada regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Convocamos a sociedade para aderir \u00e0 campanha pela aprova\u00e7\u00e3o do Decreto de Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria dos Territ\u00f3rios de Povos e Comunidades Tradicionais e implementa\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos PCTs. Convocamos a sociedade e parlamentares para aprovarem a Emenda Constitucional que reconhece o Cerrado e Caatinga como Patrim\u00f4nio Nacional (PEC 504\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Retornamos \u00e0s nossas casas e territ\u00f3rios, mas seguimos em sintonia, fortalecendo a Articula\u00e7\u00e3o das Mulheres do Cerrado por meio de a\u00e7\u00f5es coletivas, da organiza\u00e7\u00e3o nas comunidades, de interc\u00e2mbios e do aprofundamento do cuidado como a\u00e7\u00e3o coletiva e de resist\u00eancia. Seguiremos acolhendo as juventudes, as crian\u00e7as e as pessoas e coletivos LGBTQIAPN+. Com nossos corpos-territ\u00f3rios vivos e saud\u00e1veis, continuaremos reconstruindo nossas hist\u00f3rias e fortalecendo a luta por nossos direitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Queremos que a sociedade e o Estado reafirmem o compromisso com a Justi\u00e7a Clim\u00e1tica no Cerrado, enfrentando as estruturas que sustentam o racismo ambiental e o patriarcado, que seguem violentando nossos corpos-territ\u00f3rios. Defendemos um futuro antirracista e anticapitalista, constru\u00eddo a partir dos saberes ancestrais das mulheres voltado ao Bem Viver. As mulheres cerradeiras t\u00eam experi\u00eancias e pr\u00e1ticas importantes para enfrentar os desafios do nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cuiab\u00e1\/MT, 03 de setembro de 2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Articula\u00e7\u00e3o Mulheres do Cerrado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f\">Ver veredito da Sess\u00e3o em Defesa dos Territ\u00f3rios do Cerrado do Tribunal Permanente dos Povos (TPP, 2022). <a href=\"#1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6\">O conceito de necropol\u00edtica, desenvolvido pelo fil\u00f3sofo camaron\u00eas Achille Mbembe, fala sobre o uso do poder pol\u00edtico e social pelo Estado para decidir quem tem direito de viver e quem deve morrer. <a href=\"#d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto em destaque: Ludmila Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Leia na \u00edntegra a Carta do IV Encontro de Mulheres do Cerrado, realizado entre os dias 01 e 03 de setembro de 2026, em Cuiab\u00e1 (MT). CARTA FINAL DO IV ENCONTRO DE MULHERES DO CERRADO \u201cSomos corpos-territ\u00f3rios: encontrar, cuidar e resistir\u201d. Chegamos ao Mato Grosso, na cidade de Cuiab\u00e1, acolhidas pela FASE \u2013 Solidariedade e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11355,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Ver veredito da Sess\u00e3o em Defesa dos Territ\u00f3rios do Cerrado do Tribunal Permanente dos Povos (TPP, 2022).\",\"id\":\"1477a9e8-9136-4654-8a6f-b8105949e64f\"},{\"content\":\"O conceito de necropol\u00edtica, desenvolvido pelo fil\u00f3sofo camaron\u00eas Achille Mbembe, fala sobre o uso do poder pol\u00edtico e social pelo Estado para decidir quem tem direito de viver e quem deve morrer.\",\"id\":\"d703e97b-d4b6-4b30-a321-2d925a86cec6\"}]"},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-11354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11354"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11362,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11354\/revisions\/11362"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}