{"id":6005,"date":"2020-11-26T18:30:42","date_gmt":"2020-11-26T21:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/ambientalistas-pedem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado\/"},"modified":"2020-11-26T18:30:42","modified_gmt":"2020-11-26T21:30:42","slug":"ambientalistas-pedem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/ambientalistas-pedem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Ambientalistas pedem que mercado pare o desmatamento do Cerrado"},"content":{"rendered":"<p><em>Em manifesto, alertam que o setor pode impedir a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 30% do&nbsp;bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras<\/em><\/p>\n<p>Entre 2013 e 2015 o Brasil destruiu 18.962 km\u00b2 de Cerrado. Isso significa que a cada dois meses, neste per\u00edodo, perdemos no bioma o equivalente \u00e0 \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo. Este ritmo de destrui\u00e7\u00e3o o torna um dos ecossistemas mais amea\u00e7ados do planeta e, por isso, organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas se uniram e lan\u00e7am o manifesto: Nas m\u00e3os do mercado, o futuro do cerrado: \u00e9 preciso interromper o desmatamento.<\/p>\n<p>A principal causa da destrui\u00e7\u00e3o do bioma \u00e9 a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa. O quadro \u00e9 grave: para se ter uma ideia j\u00e1 s\u00e3o mais de 10 anos com as taxas de desmatamento do Cerrado superando as da Amaz\u00f4nia. Por essa raz\u00e3o, no documento pede-se que as empresas que compram soja e carne do Cerrado, assim como os investidores que atuam nesses setores, defendam o bioma. Para isso, devem adotar pol\u00edticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de \u00e1reas recentemente desmatadas.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo e que ele crie instrumentos e pol\u00edticas para uma produ\u00e7\u00e3o mais respons\u00e1vel no Cerrado. Alertam que s\u00f3 cumprir a lei n\u00e3o \u00e9 suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milh\u00f5es de hectares sejam legalmente desmatados no bioma. Pedem tamb\u00e9m que o governo e o setor privado desenvolvam incentivos e instrumentos econ\u00f4micos para recompensarem produtores que conservem \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>O manifesto traz quinze argumentos que justificam seus pedidos, sendo alguns deles:<\/p>\n<ul>\n<li>O Cerrado abriga as nascentes de oito das doze regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras e responde por um ter\u00e7o da biodiversidade do Brasil, com 44% de endemismo de plantas, mas est\u00e1 amea\u00e7ado, tendo perdido cerca de 50% de sua \u00e1rea original;<\/li>\n<li>\u00c9 poss\u00edvel que haja acelera\u00e7\u00e3o ainda maior no desmatamento no bioma a partir 2017. Isso pode se intensificar se os lucros da produ\u00e7\u00e3o recorde de soja em 2017 forem investidos em mais destrui\u00e7\u00e3o de mata nativa para produ\u00e7\u00e3o e se a lei de compra de terras por estrangeiros for aprovada;<\/li>\n<li>Se mantido o padr\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o do Cerrado observado entre 2003 e 2013, at\u00e9 2050 ser\u00e3o extintas 480 esp\u00e9cies de plantas e perderemos mais 31-34% do Cerrado;<\/li>\n<li>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa decorrentes desse processo impedir\u00e3o o Brasil de cumprir com seus compromissos internacionais;<\/li>\n<li>A redu\u00e7\u00e3o do bioma pode alterar o regime de chuvas na regi\u00e3o, impactando a produtividade da pr\u00f3pria atividade agropecu\u00e1ria;<\/li>\n<li>H\u00e1 um forte quadro de vulnerabilidade social nas fronteiras do desmatamento, com comunidades locais sem t\u00edtulo da terra e muitas vezes expulsas de suas terras por grileiros e especuladores;<\/li>\n<li>A perda de direitos vai al\u00e9m da terra, com diminui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o e contamina\u00e7\u00e3o dos rios, deriva de agrot\u00f3xicos sobre comunidades, redu\u00e7\u00e3o de recursos extrativistas, incha\u00e7o de cidades com impactos sobre servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e sanit\u00e1rios.<\/li>\n<li>Podemos nos desenvolver sem desmatar mais. H\u00e1 cerca de 40 milh\u00f5es de hectares j\u00e1 desmatados e com potencial para soja no Brasil, o suficiente para atender \u00e0s metas brasileiras de expans\u00e3o produtiva de soja dos pr\u00f3ximos 50 anos.<\/li>\n<li>Governo se comprometeu a disponibilizar os dados oficiais do desmatamento do Cerrado anualmente. Um dos argumentos trazidos por parte do setor privado para justificar a falta de monitoramento de suas cadeias produtivas era a aus\u00eancia do Prodes do Cerrado. O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es j\u00e1 publicou os dados oficiais at\u00e9 2015 e afirma que o monitoramento come\u00e7ar\u00e1 a ser realizado anualmente, como ocorre no bioma Amaz\u00f4nia<\/li>\n<\/ul>\n<p>Acesse o manifesto em&nbsp;<a href=\"http:\/\/semcerrado.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ManifestoDoCerrado_11Setembro2017_Final.pdf\">portugu\u00eas<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"http:\/\/semcerrado.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/CerradoManifesto_September2017_Final.pdf\">ingl\u00eas<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em manifesto, alertam que o setor pode impedir a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 30% do&nbsp;bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras Entre 2013 e 2015 o Brasil destruiu 18.962 km\u00b2 de Cerrado. 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