{"id":6382,"date":"2026-03-08T15:41:29","date_gmt":"2026-03-08T18:41:29","guid":{"rendered":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/mulheres-do-cerrado-na-linha-de-frente-das-lutas-por-territorios-agua-e-sociobiodiversidade\/"},"modified":"2026-03-08T15:41:29","modified_gmt":"2026-03-08T18:41:29","slug":"mulheres-do-cerrado-na-linha-de-frente-das-lutas-por-territorios-agua-e-sociobiodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/campanha2026\/mulheres-do-cerrado-na-linha-de-frente-das-lutas-por-territorios-agua-e-sociobiodiversidade\/","title":{"rendered":"Mulheres do Cerrado na linha de frente das lutas por territ\u00f3rios, \u00e1gua e sociobiodiversidade"},"content":{"rendered":"<p>No Cerrado, s\u00e3o as mulheres que est\u00e3o na linha de frente das lutas por seus territ\u00f3rios, pela \u00e1gua e pela defesa da sociobiodiversidade. Tamb\u00e9m s\u00e3o elas as primeiras a sentir os impactos da crise clim\u00e1tica agravada pela devasta\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios &#8211; consequ\u00eancia direta do avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio e da expans\u00e3o de grandes monocultivos.<\/p>\n<p>Em comunidades camponesas e territ\u00f3rios de povos e comunidades tradicionais, s\u00e3o as mulheres que sustentam redes de cuidado, produ\u00e7\u00e3o de alimentos, preserva\u00e7\u00e3o de sementes e transmiss\u00e3o de saberes ancestrais. Ao mesmo tempo, enfrentam diariamente as press\u00f5es de um modelo de \u201cdesenvolvimento\u201d que avan\u00e7a sobre seus territ\u00f3rios por meio do desmatamento, da contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos e da apropria\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, afetando diretamente a vida, a sa\u00fade e a autonomia de suas comunidades.<\/p>\n<p>Mesmo diante dessas amea\u00e7as, mulheres cerradeiras seguem organizando resist\u00eancias, defendendo seus modos de vida e afirmando que a prote\u00e7\u00e3o do Cerrado tamb\u00e9m \u00e9 uma luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica, por soberania alimentar e por direitos territoriais.<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional das Mulheres, convidamos voc\u00ea a conhecer a s\u00e9rie \u201cMulheres do Cerrado: di\u00e1logos sobre clima e sistemas alimentares\u201d, um especial do podcast Guilhotina realizado em parceria com a Coordenadoria Ecum\u00eanica de Servi\u00e7o (CESE), a Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres do Cerrado e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie apresenta reflex\u00f5es, viv\u00eancias e experi\u00eancias de mulheres que vivem e lutam nos territ\u00f3rios do Cerrado, trazendo perspectivas fundamentais para os debates sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, justi\u00e7a social e sistemas alimentares.<\/p>\n<h3>Epis\u00f3dio 1: Crise clim\u00e1tica e a armadilha das falsas solu\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>No primeiro epis\u00f3dio, a conversa re\u00fane Let\u00edcia Rangel Tura, da FASE, Maryellen Cris\u00f3stomo, da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), e Juvana Xakriab\u00e1, da Articula\u00e7\u00e3o de Juventude Xakriab\u00e1.<\/p>\n<p>As convidadas analisam como o agroneg\u00f3cio e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aprofundam desigualdades e denunciam as chamadas \u201cfalsas solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d: iniciativas apresentadas como respostas ao aquecimento global, mas que muitas vezes se transformam em novos neg\u00f3cios que mant\u00eam as estruturas respons\u00e1veis pela pr\u00f3pria crise.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o epis\u00f3dio 1:<br \/><a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-1-crise-climatica-e-a-armadilha-das-falsas-solucoes\/\">https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-1-crise-climatica-e-a-armadilha-das-falsas-solucoes\/<\/a><\/p>\n<h3>Epis\u00f3dio 2: Clima, racismo ambiental e agroneg\u00f3cio<\/h3>\n<p>O segundo epis\u00f3dio aborda como a crise clim\u00e1tica, o racismo ambiental e o agroneg\u00f3cio atravessam os corpos e os territ\u00f3rios das mulheres.<\/p>\n<p>Participam da conversa Joice Silva, educadora popular e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Tocantins, Arilene Martins, da Coletiva Pretas de Angola, de Goi\u00e1s, e Elionice Sacramento, da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Pescadoras.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o epis\u00f3dio 2:<br \/><a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-2-interseccoes-entre-clima-racismo-e-agronegocio\/\">https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-2-interseccoes-entre-clima-racismo-e-agronegocio\/<\/a><\/p>\n<h3>Epis\u00f3dio 3: Sistemas alimentares e a conex\u00e3o campo-cidade<\/h3>\n<p>No terceiro e \u00faltimo epis\u00f3dio, o debate se volta para os impactos da produ\u00e7\u00e3o no campo sobre a vida nas cidades e para o papel do Cerrado na constru\u00e7\u00e3o de sistemas alimentares mais justos e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Participam Em\u00edlia Costa, do Movimento Quilombola do Maranh\u00e3o e da coordena\u00e7\u00e3o executiva da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, e Maria Em\u00edlia Pacheco, assessora da FASE e integrante da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia.<\/p>\n<p>A conversa destaca como as experi\u00eancias e saberes dos territ\u00f3rios podem apontar caminhos para garantir alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, justi\u00e7a ambiental e prote\u00e7\u00e3o do Cerrado \u2014 beneficiando n\u00e3o apenas quem vive no campo, mas toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o epis\u00f3dio 3:<br \/><a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-3-campo-e-cidade-dialogos-sobre-seguranca-alimentar-e-agroecologia-no-cerrado\/\">https:\/\/diplomatique.org.br\/guilhotina\/mulheres-do-cerrado-3-campo-e-cidade-dialogos-sobre-seguranca-alimentar-e-agroecologia-no-cerrado\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, celebramos a for\u00e7a, os saberes e a resist\u00eancia das mulheres do Cerrado, protagonistas na defesa dos territ\u00f3rios, das \u00e1guas e da sociobiodiversidade. Ouvir suas vozes \u00e9 fundamental para compreender os desafios do presente e construir caminhos de justi\u00e7a clim\u00e1tica e social para o futuro.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Cerrado, s\u00e3o as mulheres que est\u00e3o na linha de frente das lutas por seus territ\u00f3rios, pela \u00e1gua e pela defesa da sociobiodiversidade. Tamb\u00e9m s\u00e3o elas as primeiras a sentir os impactos da crise clim\u00e1tica agravada pela devasta\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios &#8211; consequ\u00eancia direta do avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio e da expans\u00e3o de grandes monocultivos. 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