<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Campanha Cerrado &#8211; Campanha Nacional em Defesa do Cerrado</title>
	<atom:link href="https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/category/campanha-cerrado/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026</link>
	<description>Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Sep 2026 07:46:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.1</generator>
	<item>
		<title>Ofício das quebradeiras de coco babaçu é reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional </title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/oficio-das-quebradeiras-de-coco-babacu-e-reconhecido-como-manifestacao-da-cultura-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 19:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/oficio-das-quebradeiras-de-coco-babacu-e-reconhecido-como-manifestacao-da-cultura-nacional/</guid>

					<description><![CDATA[Ofício das quebradeiras de coco babaçu é reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional&#160; por Alcileia Torres Reconhecimento fortalece a luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu e valoriza modo de vida que cultuado ao longo de gerações &#160; A Lei nº 15.431/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong><span>Ofício das quebradeiras de coco babaçu é reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional&nbsp;</span></strong></h1>
<h1><em><span>por Alcileia Torres</span></em></h1>
<h1><em><span>Reconhecimento fortalece a luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu e valoriza modo de vida que cultuado ao longo de gerações</span></em></h1>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span>A Lei</span><a href="https://share.google/zlFOjYc7rCtm4NnHS"><span> nº 15.431/2026, </span></a><span>sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União no dia 11 de junho de 2026, reconhece o saber tradicional das quebradeiras organizadas pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que hoje está presente nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.</span></h1>
<h1><span>Para as mulheres quebradeiras de coco esse marco valoriza os saberes que são transmitidos de geração em geração nos territórios, as práticas de subsistência comunitária e fortalece a luta pela garantia de direitos.&nbsp;</span></h1>
<h1><span>“Foi uma alegria muito grande pra gente que é quebradeira de coco saber que nossa matéria-prima foi reconhecida pelo governo federal. Porque é uma coisa que a gente vem lutando há muito tempo por reconhecimento. Porque a gente sabe que nós temos os nossos direitos, mas os nossos direitos não são respeitados.” Ressaltou Luzeny Oliveira, quebradeira de coco babaçu da comunidade São Domingos, em Cidelândia (MA), e coordenadora de base do MIQCB.</span></h1>
<h1><span>Embora o reconhecimento contemple as quebradeiras organizadas pelo MIQCB nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, o ofício também está presente em outros territórios do Cerrado brasileiro. É o caso do oeste da Bahia, onde mulheres seguem cultuando esse saber ancestral. Em São Desidério (BA), quebradeiras de coco babaçu preservam conhecimentos transmitidos entre avós, mães e filhas, fortalecendo os modos de vida do território.&nbsp;</span></h1>
<h1><span>Filha e neta de quebradeiras, Nerilma Araújo conta que aprendeu o ofício ainda na adolescência .“Sou filha e neta de quebradeira de coco babaçu, sou quebradeira desde os 15 anos, tô com 38 anos. E quebrar coco babaçu complementa as nossas renda na casa, né?”.&nbsp;</span></h1>
<h1><span>Nerilma reforça também, que o ofício segue presente na Bahia, mesmo sem o devido reconhecimento. “Aqui no oeste da Bahia tem várias quebradeiras. A gente só não é reconhecida ainda, mas somos quebradeiras sim.” Essa realidade está registrada no documentário </span><a href="https://youtu.be/9LdJNALQa5M?is=R3xjpJSCJOkxevnR"><strong><span>“Babaçu Que Quebra Lá, Quebra Cá”</span></strong></a><span>, produzido para dar visibilidade às quebradeiras de coco babaçu do oeste baiano e reafirmar a re’existência desse modo de vida na região.&nbsp;</span></h1>
<p><span>Para a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, reconhecer o ofício das quebradeiras de coco babaçu é também reconhecer mulheres que há gerações cuidam dos babaçuais, protegem a sociobiodiversidade e mantêm esses conhecimentos ancestrais construídos e fortalecidos nos territórios.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trieiro de Saberes dos Cerrados &#8211; Um Guia Didático sobre o Cerrado nas Escolas e nas Comunidades</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/trieiro-de-saberes-dos-cerrados-um-guia-didatico-sobre-o-cerrado-nas-escolas-e-nas-comunidades-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 21:34:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/trieiro-de-saberes-dos-cerrados-um-guia-didatico-sobre-o-cerrado-nas-escolas-e-nas-comunidades-2/</guid>

					<description><![CDATA[Clique aqui para baixar o documento em PDF O Trieiro de Saberes dos Cerrados nasce da urgência de redescobrir os Cerrados no século XXI — não somente como território de recursos, mas como berço das águas, guardião da biodiversidade e teia viva de culturas milenares. Enquanto oferece vida, os Cerrados sofrem: o desmatamento avança, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="images/pdf/TrieiroSaberes_completoCOR_web.pdf" target="_blank"><span style="color: #ff6600;"><strong>Clique aqui para baixar o documento em PDF</strong></span></a></p>
<p>O Trieiro de Saberes dos Cerrados nasce da urgência de redescobrir os Cerrados no século XXI — não somente como território de recursos, mas como berço das águas, guardião da biodiversidade e teia viva de culturas milenares. Enquanto oferece vida, os Cerrados sofrem: o desmatamento avança, o fogo ameaça, o solo é explorado sem cuidado, os rios são barrados e contaminados, e a biodiversidade se perde. Ainda assim, este é um território que resiste — e com ele re-existem também os povos e comunidades que o habitam e o protegem.</p>
<p dir="ltr">Este guia é um chamado à ação e à esperança, dirigido a professores(as), educadores(as) populares e comunidades urbanas e rurais. A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado convida todos e todas a transformar salas de aula, rodas de conversa e espaços comunitários em territórios de reflexão, diálogo e mobilização.</p>
<p dir="ltr">Cada atividade proposta é como uma parada no caminho — um trieiro — que oferece pausa, inspiração e força para pensar, sentir e agir pela defesa dos Cerrados e de seus povos.</p>
<p dir="ltr">Que este guia inspire encontros em escolas, projetos de extensão, associações, sindicatos e organizações sociais; que fortaleça a luta pela vida, pela justiça socioambiental e pela valorização dos saberes tradicionais.</p>
<p dir="ltr">Mais do que um material didático, este guia é um convite a percorrer caminhos de cuidado, respeito e compromisso com a terra, com as florestas e com as águas, explorando conceitos como Cerrados, povos e comunidades tradicionais, biodiversidade e sociobiodiversidade.</p>
<p dir="ltr">Esperamos que estes trieiros dos Cerrados ecoem e os guiem na construção de conhecimentos críticos e na promoção de projetos coletivos que valorizem os Cerrados e seus povos. Caminhemos juntos!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dossiê Terra e Território no Cerrado</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/dossieterraterritorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 15:42:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/dossieterraterritorio/</guid>

					<description><![CDATA[A apropriação privada da terra quiçá seja a exclusão originária de todas as exclusões, em um país por elas tão marcado. Apropriar-se e, a partir desse ato, privar os outros do acesso à terra constitui-se, ao mesmo tempo, na principal forma de demarcar quais os seus usos sancionados (exploração monocultural) e os sujeitos legitimados ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="images/biblioteca/Posts_Camp_Cerrado_1080_x_1350_px-DOSSIE.png" alt="Posts Camp Cerrado 1080 x 1350 px DOSSIE" width="330" height="413" style="float: left;" /></p>
<p>A apropriação privada da terra quiçá seja a exclusão originária de todas as exclusões, em um país por elas tão marcado. Apropriar-se e, a partir desse ato, privar os outros do acesso à terra constitui-se, ao mesmo tempo, na principal forma de demarcar quais os seus usos sancionados (exploração monocultural) e os sujeitos legitimados ao direito de sua posse e propriedade (homens, brancos, das elites). Contar a história do Eco-Genocídio do Cerrado a partir desse fio condutor, revelando a persistente r-existência das territorialidades tradicionais, é o objetivo deste Dossiê Terra e Território no Cerrado.</p>
<p>Lembramos os ensinamentos de nosso amigo e mestre Carlos Walter Porto- -Gonçalves, naquilo que chamou de tríade relacional território-territorialidade- -territorialização. A apropriação material e simbólica do espaço geográfico por povos e grupos sociais equivale a seu processo de territorialização, por meio do qual se desenvolvem identidades (territorialidades) dinâmicas, resultando em seu território, como condição de sua r-existência.</p>
<p>Deriva disso o entendimento, desenvolvido pela <strong>Campanha em Defesa do Cerrado</strong> no âmbito do <strong>Tribunal Permanente dos Povos</strong>, de que o <strong>Ecocídio do Cerrado</strong> – que inviabiliza as bases da (re)produção social dos povos cerradeiros (seus territórios) como povos culturalmente diferenciados (com territorialidades próprias) – consiste, intrinsecamente, em seu <strong>Genocídio</strong>.</p>
<p>Os povos indígenas Guarani e Kaiowá sabem essa verdade profundamente. Nas diversas retomadas de seu território ancestral, frequentemente invadido, um de seus primeiros atos é o cultivo do milho saboró branco, alimento sagrado ancestral, demarcando sua reapropriação material e simbólica pelo povo. Cabe ao Estado reconhecer o território que o povo demarcou e demarca cotidianamente por meio de suas territorialidades. Em encontro recente, lideranças Guarani e Kaiowá diziam: “Peço a vocês pra fazer o papel falar”. Esperamos que este papel, que apresentamos em formato de dossiê, fale longe e alcance interlocutores atentos.</p>
<h4><a href="images/pdf/DossieTerra-Territorio-Cerrado-web.pdf" target="_blank"><span style="color: #ff6600;">CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O DOSSIÊ TERRA E TERRITÓRIO NO CERRADO</span></a></h4>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nota Técnica &#8211; Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/notapublicafundiaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 23:38:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/notapublicafundiaria/</guid>

					<description><![CDATA[Acessar a Nota Técnica em PDF A Nota Técnica&#160;“Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do governo Lula 3”&#160;é resultado de um esforço coletivo de sistematização e análise crítica, construído a partir de debates entre movimentos sociais e organizações que lutam pelo direito ao território, em articulação com a Campanha Nacional em Defesa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="images/pdf/NOTA_CAMPANHA_2025_-_V_WEB.pdf" target="_blank"><strong>Acessar a Nota Técnica em PDF</strong></a></p>
<p>A <strong>Nota Técnica&nbsp;“Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do governo Lula 3”</strong>&nbsp;<span style="background-color: inherit; color: inherit; font-family: inherit; font-size: 1rem; caret-color: auto;">é resultado de um esforço coletivo de sistematização e análise crítica, construído a partir de debates entre movimentos sociais e organizações que lutam pelo direito ao território, em articulação com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. O documento centra-se numa questão fundamental: a concentração fundiária, a violência no campo, o desmatamento e a alteração dos ciclos das águas. Essas problemáticas são analisadas à luz de um balanço das políticas territoriais e ambientais desenvolvidas na primeira metade do atual governo Lula. Com esta reflexão, a nota técnica pretende fortalecer as lutas pelo reconhecimento e garantia dos territórios como um direito essencial para os povos e comunidades tradicionais.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biblioteca</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 21:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-3/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biblioteca</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-2-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 21:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-2-2/</guid>

					<description><![CDATA[<h1>Biblioteca</h1>
<div>

    




</div>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- {"type":"layout","children":[{"type":"section","props":{"image":"images\/Banner-Biblioteca.jpg","image_position":"center-center","image_size":"cover","media_overlay":"rgba(83, 32, 19, 0.3)","padding":"large","style":"default","title_breakpoint":"xl","title_position":"top-left","title_rotation":"left","vertical_align":"middle","width":"default"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","position_sticky_breakpoint":"m"},"children":[{"type":"headline","props":{"content":"Biblioteca","margin":"large","text_align":"center","title_color":"muted","title_element":"h1","title_style":"h1"}}]}]}],"name":"topoo"},{"type":"section","props":{"image_position":"center-center","style":"default","title_breakpoint":"xl","title_position":"top-left","title_rotation":"left","vertical_align":"middle","width":"default"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","position_sticky_breakpoint":"m"},"children":[{"type":"grid","props":{"content_column_breakpoint":"m","filter":true,"filter_align":"left","filter_all":true,"filter_all_label":"Todos","filter_grid_breakpoint":"s","filter_grid_width":"auto","filter_position":"left","filter_style":"subnav","filter_style_primary":false,"grid_default":"2","grid_medium":"6","grid_small":"3","icon_width":80,"image_align":"top","image_grid_breakpoint":"m","image_grid_width":"1-2","image_svg_color":"emphasis","item_animation":true,"link_margin":"small","link_size":"small","link_style":"text","link_text":"Read more","margin":"default","meta_align":"below-title","meta_element":"div","meta_margin":"small","meta_style":"text-meta","panel_link":true,"show_content":true,"show_image":true,"show_link":true,"show_meta":false,"show_title":true,"title_align":"top","title_element":"h3","title_grid_breakpoint":"m","title_grid_width":"1-2","title_hover_style":"reset","title_link":true,"title_margin":"small","title_style":"h6"},"children":[{"type":"grid_item","source":{"query":{"name":"customArticles","arguments":{"catid":["11","12","13","14"],"cat_operator":"IN","tags":[],"tag_operator":"IN","users":[],"users_operator":"IN","offset":0,"limit":1000,"order":"publish_up","order_direction":"DESC"}},"props":{"title":{"filters":{"search":""},"name":"title"},"meta":{"filters":{"search":""},"arguments":{"format":"list","separator":"|","link_style":"","show_publish_date":true,"show_author":true,"show_taxonomy":"category","parent_id":"0","date_format":""},"name":"metaString"},"image":{"filters":{"search":""},"name":"images.image_intro"},"link":{"filters":{"search":""},"name":"link"}}},"props":{"link_text":"Saiba mais"}}]}]}]}]}],"version":"4.0.5"} --></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biblioteca</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 14:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/biblioteca-2/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Cerrado &#8211; Mapa</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/o-cerrado-mapa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2021 22:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/o-cerrado-mapa/</guid>

					<description><![CDATA[<!-- Builder #page --><h1>Você conhece o Cerrado?</h1>
<div><p><span style="font-weight: 400;">Segunda maior região ecológica da América do Sul e savana mais biodiversa do planeta, o Cerrado é o berço das águas e de muitos povos e culturas. Mais da metade de sua cobertura vegetal foi devastada para dar lugar, sobretudo, a monocultivos e pastagens para o agronegócio. Precisamos parar a devastação e transformar essa realidade. Conheça mais sobre o Cerrado e seus povos para se engajar na sua defesa!</span></p></div>
<h1>Legenda</h1>
<ul>
        <li>

        <img src="/images/mapas/area-cerrado.png" alt="">

<h3>Área Cerrado</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/cerrado-transicao.png" alt="">

<h3>cerrado transição</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/matopiba.png" alt="">

<h3>Matopiba</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/rios.png" alt="">

<h3>Rios</h3>




    </li>
    </ul>
<img src="/images/mapas/brasil-mapa-cerrado-campanha-nacional-brunogobbi.png" alt="">
<img src="/images/campanha-cerrado-design-brunogobbicombr.png" alt="">
<ul>
        <li>

        <img src="/images/mapas/Quebradeiras_de_Coco_Babacu_Dom_Pedro_MA_artigo_CWPG_TBauer.jpg" alt="">

<h3>Foto: Thomas Bauer</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/QuilomboPrachata-TO-BrunoSantiago2.jpg" alt="">

<h3>Foto: Bruno Santiago</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/Pg34_op02_DagmarTalga.jpg" alt="">

<h3>Dagmar Talga</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/Pg117_IngridBarros_crianas_comendo_melancia_na_roa.jpg" alt="">

<h3>Foto: Ingrid barros</h3>




    </li>
        <li>

        <img src="/images/mapas/Pg40_GuiGomes-01.jpg" alt="">

<h3>Gui Gomes</h3>




    </li>
    </ul>
<img src="/images/campanha-cerrado-design-brunogobbicombr.png" alt="">
<div>

        <img src="/images/mapas/povos-do-cerrado-bgweds.png" alt="">
    
        <h3>Povos do Cerrado</h3>
    
    
        <div><p>Os povos do Cerrado são diversos. São indígenas de tronco Jê (como os Xerente, Xakriabá, Apinajé e Xavante), mas também Tupi-Guarani (como os Guarani e Kaiowá) e Arawak (como os Terena e os Kinikinau). São comunidades quilombolas, como os Kalunga, os jalapoeiros e centenas de outras pelos sertões do Cerrado. São comunidades tradicionais, tão diversas como o próprio Cerrado e que têm suas vidas entrelaçadas nas árvores e plantas, bichos, chapadas, vales e águas da região, como as quebradeiras de coco-babaçu, raizeiras, geraizeiras, fecho de pasto, apanhadoras de flores sempre-vivas, benzedeiras, retireiras, pescadoras artesanais, vazanteiras e pantaneiras. São, ainda, os assentados e assentadas de reforma agrária e outras populações de base camponesa.</p>
<p>Se ainda há Cerrado em pé é porque esses povos estão com os pés no chão do Cerrado, lutando para permanecer em seus territórios. E é por isso que não existe defesa do Cerrado sem a defesa dos territórios do Cerrado, onde esses povos conservam e multiplicam a rica biodiversidade da savana brasileira por meio de saberes e práticas que vão se transformando, sendo desenvolvidos e continuamente testados, adaptados e reinventados por meio do manejo consciente das paisagens, ao longo de inúmeras gerações, e por isso mesmo são resilientes, diversos e apropriados a cada lugar. Essa conexão entre tradição e inovação — em meio a uma profunda crise ecológica mundial e mesmo após décadas de devastação do Cerrado pelo agronegócio monocultural — está entre os maiores legados dos povos do Cerrado, partilhando horizontes de vida, agora, e para o futuro.</p>
<p><strong>Fonte: </strong>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). <a href="saberespovoscerrado">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</a>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e ActionAid Brasil, 2020.</p></div>
    
    
</div>
<hr>
<div>

        <img src="/images/mapas/terra-territorio-bgweds.png" alt="">
    
        <h3>Terra e Território</h3>
    
    
        <div><p><span>Os modos de vida dos diversos povos indígenas e comunidades tradicionais do Cerrado constituíram territórios sustentáveis, que combinam a manutenção do Cerrado em pé e saberes e fazeres que atravessam gerações. Esse encontro ancestral entre culturas e manejos da paisagem se traduz em uma diversidade de territorialidades.</span></p>
<p><span>É assim que o Cerrado se constituiu no coração pulsante de diversas culturas indígenas que por meio de seus trânsitos, cultivaram as paisagens e riquezas do Cerrado desde muito tempo antes da invasão colonial. Também ali, nos sertões do Cerrado, as comunidades quilombolas constituíram territórios de liberdade no enfrentamento à escravidão, conjugando sua ancestralidade africana em modos de vida marcados pelo bem-viver e a felicidade guerreira. No encontro das tradições indígenas, afrodescendentes e de populações migrantes europeias pobres, foram se constituindo comunidades e práticas, com territorialidades específicas em diálogo com as paisagens do Cerrado. Memórias presentes que nos conduzem aos  fazeres das raizeiras e quebradeiras de coco-babaçu que desafiam ideias convencionais de território ao manejar paisagens repletas de plantas medicinais e babaçuais muito além de suas terras de posse direta. Povos e paisagens se complementam, como  as chapadas e os vales, que marcaram e foram moldados pelas formas de ser e de viver de comunidades diversas como as geraizeiras, fecho de pasto e apanhadoras de flores sempre-vivas. Da mesma forma, os modos de vida das comunidades vazanteiras, retireiras, pantaneiras e de pescadores artesanais, que habitam as ilhas e beira de rios que nascem no Cerrado, moldaram e foram moldados pelo movimento dessas águas.</span></p>
<p>Essas territorialidades diversas persistem e se reinventam nos interstícios da brutal expansão da fronteira agrícola e minerária, que já devastou mais da metade da cobertura do Cerrado, promovendo conflitos por terra, violência e expulsões. De um total de 7.353 localidades onde, entre 2003 e 2018, ocorreram conflitos por terra no campo brasileiro, 40,5% delas estavam nos Cerrados e suas zonas de transição. Diante desses conflitos, a luta pela terra tem sido contínua.</p>
<p>Nesse processo de r-existência, os povos e comunidades conquistaram o reconhecimento de seus direitos territoriais e de diversas modalidades fundiárias - como as terras indígenas, territórios quilombolas, territórios de fechos de pasto, assentamentos de reforma agrária etc. - mas a realização desses direitos ainda é um horizonte de luta constante e central na defesa do Cerrado.</p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><span>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). </span><a href="saberespovoscerrado"><span>Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</span></a><span>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.</span></p>
<p><span>Carlos Walter Porto-Gonçalves. </span><a href="https://fase.org.br/wp-content/uploads/2019/12/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf"><span>Dos Cerrados e de suas riquezas</span></a><span>: de saberes vernaculares e de conhecimento científico. Rio de Janeiro e Goiânia: FASE e CPT, 2019.</span></p></div>
    
    
</div>
<h1><p>"CHEGOU GENTE COM PAPEL NA MÃO DIZENDO QUE ÉRAMOS DONAS DE NOSSA TERRA, PORQUE SEMPRE VIVEMOS E TRABALHAMOS AQUI"</p></h1>
<h1>Dona Almerinda</h1>
<h1>Camponesa da Comunidade do Chupé (PI)</h1>
<div>

    
        <h3>Águas do Cerrado</h3>
    
    
        <div><p><span style="font-weight: 400;">Nas chapadas e planaltos do Brasil Central, as raízes profundas da vegetação dominante típica do Cerrado promovem a infiltração das águas das chuvas, constituindo a mais importante área de recarga hídrica do país, o que lhe valeu o apelido de "caixa d'água do Brasil". Como resultado, sob o Cerrado se encontram os dois principais aquíferos do país - o Guarani e o Urucuia-Bambuí. Nesse Cerrado berço das águas também nascem importantes rios do Brasil e do continente sul-americano – o Paraguai e seus formadores (entre eles o Cuiabá, o São Lourenço e o Taquari); o Paraná e seus formadores (entre eles o Paranaíba); o São Francisco, o Doce, o Jequitinhonha, o Parnaíba, o Itapecuru, o Tocantins, o Araguaia, o Tapajós, o Xingu, além de vários afluentes do rio Madeira.  As duas maiores extensões de terras continentais alagadas do planeta – o Pantanal e os “varjões” do Araguaia – têm também sua dinâmica hidrológica relacionada aos Cerrados e suas chapadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desmatamento das chapadas para dar lugar a monocultivos  de soja tem destruído esse sistema hidrológico, com consequências dramáticas. Ao mesmo tempo, em diversas partes do Cerrado e suas zonas de transição, os povos e comunidades enfrentam a apropriação, contaminação, exaustão, assoreamento e barramento dos rios e águas pelos grandes projetos da mineração, agronegócio, portos e outros empreendimentos logísticos, usinas hidrelétricas e aquicultura. </span></p>
<p>Na Campanha, um importante lema  é “Sem Cerrado, sem água, sem vida”, um dizer que carrega a ideia-força de que a conservação do Cerrado é sinônimo de vida, tanto dos povos indígenas e comunidades tradicionais que ali habitam, quanto pelas conexões que permitem que as águas aí nascidas possam saciar a sede e garantir produção de alimentos livres de agrotóxicos, transgênicos e conflitos socioambientais no próprio Cerrado e em outras regiões e cidades banhadas por suas águas. Defender o Cerrado é defender suas águas, uma luta urgente e fundamental.</p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carlos Walter Porto-Gonçalves. </span><a href="https://fase.org.br/wp-content/uploads/2019/12/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">Dos Cerrados e de suas riquezas</span></a><span style="font-weight: 400;">: de saberes vernaculares e de conhecimento científico. Rio de Janeiro e Goiânia: FASE e CPT, 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). </span><a href="saberespovoscerrado"><span style="font-weight: 400;">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.</span></p></div>
    
    
</div>
<hr>
<div>

        <img src="/images/mapas/sociobiodiversidade-bgweds.png" alt="">
    
        <h3>Sociobiodiversidade</h3>
    
    
        <div><p><span>O Cerrado é a  savana mais biodiversa do mundo, chegando a abrigar cerca de 5% da diversidade biológica do planeta. Ao mesmo tempo, os primeiros habitantes dessa imensa região ecológica, os povos da Tradição Itaparica, remontam a entre 15.000 a 12.000 anos antes do presente e já transitavam e se adaptavam aos dois principais componentes da paisagem do Cerrado – as chapadas e os vales. Os povos indígenas e tradicionais, com seu saber-fazer enraizado nas paisagens cerradeiras, são herdeiros dos saberes tradicionais que guiam, há inúmeras gerações, o manejo das matas e paisagens.</span></p>
<p>São esses povos que fazem do pequi, do babaçu, do buriti e tantos outros frutos do Cerrado a base de alimentos e geração de renda. Que usam a palha do babaçual e do buritizal, o capim dourado, as flores sempre-vivas e tantos outros elementos na feitura de belos artesanatos. Que conhecem as plantas medicinais e realizam diversos ofícios de cura e benzimento. Que sabem realizar a pesca e a roça no ritmo das cheias e vazantes dos rios. Que sabem o manejo e a roça apropriada para cada agroecossistema. Que sabem manejar os pastos naturais com gado criado entre os vales e os gerais. Que cuidam dos lugares sagrados de morada dos Encantados. E é com o protagonismo desses povos que a Campanha se fortalece e se enraíza nos chãos dos sertões.</p>
<p>Assim, as paisagens onde a biodiversidade do Cerrado vibra patrimônios históricos e socioculturais, fruto da convivência e cuidado dos povos com o Cerrado.</p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><span>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). </span><a href="saberespovoscerrado"><span>Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</span></a><span>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e ActionAid Brasil, 2020.</span></p>
<p><span>Altair Sales Barbosa. Andarilhos da Claridade: os primeiros habitantes do Cerrado. Goiânia: Universidade Católica de Goiás. Instituto do Trópico Subúmido, 2002. 416 p.</span></p></div>
    
    
</div>
<hr>
<div>

    
        <h3>Territórios do Cerrado</h3>
    
    
        <div><p><span style="font-weight: 400;">Os modos de vida dos diversos povos indígenas e comunidades tradicionais do Cerrado constituíram territórios sustentáveis, que combinam a manutenção do Cerrado em pé e saberes e fazeres que atravessam gerações. Esse encontro ancestral entre culturas e manejos da paisagem se traduz em uma diversidade de territorialidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que o Cerrado se constituiu no coração pulsante de diversas culturas indígenas que por meio de seus trânsitos, cultivaram as paisagens e riquezas do Cerrado desde muito tempo antes da invasão colonial. Também ali, nos sertões do Cerrado, as comunidades quilombolas constituíram territórios de liberdade no enfrentamento à escravidão, conjugando sua ancestralidade africana em modos de vida marcados pelo bem-viver e a felicidade guerreira. No encontro das tradições indígenas, afrodescendentes e de populações migrantes europeias pobres, foram se constituindo comunidades e práticas, com territorialidades específicas em diálogo com as paisagens do Cerrado. Memórias presentes que nos conduzem aos  fazeres das raizeiras e quebradeiras de coco-babaçu que desafiam ideias convencionais de território ao manejar paisagens repletas de plantas medicinais e babaçuais muito além de suas terras de posse direta. Povos e paisagens se complementam, como  as chapadas e os vales, que marcaram e foram moldados pelas formas de ser e de viver de comunidades diversas como as geraizeiras, fecho de pasto e apanhadoras de flores sempre-vivas. Da mesma forma, os modos de vida das comunidades vazanteiras, retireiras, pantaneiras e de pescadores artesanais, que habitam as ilhas e beira de rios que nascem no Cerrado, moldaram e foram moldados pelo movimento dessas águas.</span></p>
<p>Essas territorialidades diversas persistem e se reinventam nos interstícios da brutal expansão da fronteira agrícola e minerária, que já devastou mais da metade da cobertura do Cerrado, promovendo conflitos por terra, violência e expulsões. De um total de 7.353 localidades onde, entre 2003 e 2018, ocorreram conflitos por terra no campo brasileiro, 40,5% delas estavam nos Cerrados e suas zonas de transição. Diante desses conflitos, a luta pela terra tem sido contínua.</p>
<p>Nesse processo de r-existência, os povos e comunidades conquistaram o reconhecimento de seus direitos territoriais e de diversas modalidades fundiárias - como as terras indígenas, territórios quilombolas, territórios de fechos de pasto, assentamentos de reforma agrária etc. - mas a realização desses direitos ainda é um horizonte de luta constante e central na defesa do Cerrado.</p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). </span><a href="saberespovoscerrado"><span style="font-weight: 400;">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carlos Walter Porto-Gonçalves. </span><a href="https://fase.org.br/wp-content/uploads/2019/12/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">Dos Cerrados e de suas riquezas</span></a><span style="font-weight: 400;">: de saberes vernaculares e de conhecimento científico. Rio de Janeiro e Goiânia: FASE e CPT, 2019. </span><span style="font-weight: 400;"></span><span style="font-weight: 400;"></span></p></div>
    
    
</div>
<h1><p>"Nós, seres humanos, que vivemos nas matas, <strong>nós somos a biodiversidade</strong>"</p></h1>
<h1>Socorro Teixeira</h1>
<h1>Quebradeira de Coco-Babaçu do Bico do Papagaio (TO)</h1>
<div>

    
        <h3>Matopiba</h3>
    
    
        <div><p><span style="font-weight: 400;">Especialmente desde a ditadura empresarial-militar (1964-1985) a expansão da fronteira agrícola sobre o Cerrado foi promovendo o desmatamento da vegetação nativa, a apropriação privada da terra e a violência no campo. Em algumas regiões de fronteira mais antiga - como no Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e mesmo partes de São Paulo onde havia cobertura de Cerrado - a devastação acumulada da savana é extrema.</span></p>
<p>A partir da década de 2000, com o chamado “​boom das commodities​” e, após 2015, com a criação do Plano de Desenvolvimento Agrícola (PDA) Matopiba, esse processo ganha novos e específicos contornos. O Matopiba é uma região delimitada para fins de planejamento governamental, envolvendo o Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e tratada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como "a grande fronteira agrícola da atualidade", ou seja, espaço para a expansão do agronegócio, ignorando os territórios dos povos do Cerrado e os fortes conflitos gerados por essa expansão. A área delimitada possui aproximadamente 73 milhões de hectares de Cerrado brasileiro. São nos  territórios tradicionais, por sua vez, onde se  encontram os remanescentes de Cerrado mais bem preservados no Matopiba - tanto nos vales e baixões, como nas chapadas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A invisibilização deliberada dos povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais do Cerrado é parte essencial da estratégia de avanço da fronteira. O PDA Matopiba, por exemplo, indica a presença de povos indígenas e comunidades tradicionais apenas nos territórios que naquela altura estavam demarcados e titulados, situação de absoluta minoria dos territórios. Deste modo, excluiu milhares de comunidades indígenas, quilombolas, geraizeiras, de fechos e fundos de pasto etc. já reconhecidas ou em fase de reconhecimento, demarcação e titulação. O agronegócio não expande sua área plantada sobre territórios vazios, mas com a apropriação ilegal de vales, rios, veredas, brejos e chapadas, tradicionalmente ocupados por comunidades rurais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com predomínio da posse em relação à propriedade, estes territórios vêm sendo ilegalmente levados a registro nos cartórios como propriedades particulares pelo menos desde os anos 1960. Não se faz a expansão da fronteira agrícola do agronegócio nesta região sem operar múltiplos esquemas de grilagem de territórios tradicionalmente ocupados e/ou terras públicas devolutas. O objetivo da grilagem é justamente incorporá-las ao lucrativo mercado de terras. Ampliar a dimensão da área plantada sobre esses territórios resulta necessariamente na conversão da vegetação nativa em novas áreas para o monocultivo. É por isso que as comunidades do Cerrado gritam: "Não ao Matopiba!"</span></p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joice Bonfim, Debora Assumpção, Juliana Borges, Mauricio Correia e Silvia Helena Coelho. </span><a href="https://www.aatr.org.br/post/matopiba-estudo-sobre-institucionaliza%C3%A7%C3%A3o-da-grilagem-%C3%A9-lan%C3%A7ado"><span style="font-weight: 400;">Legalizando o ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;">: legislação fundiária e ambiental e a expansão da fronteira agrícola no Matopiba. Salvador: AATR, 2020. </span></p></div>
    
    
</div>
<h1><a href="https://estudiomassa.com.br"><p><b>Ilustrações:</b> Estúdio Massa<br /><b>Fotos:</b><span style="font-weight: 400;"> Welligton Douglas, Bruno Santiago, Edson Prudencio, Dagmar Talga, Gui Gomes, Ingrid Barros, Thomas Bauer.</span></p></a></h1>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- {"type":"layout","children":[{"type":"section","props":{"style":"muted","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"1-2","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Voc\u00ea conhece o Cerrado?","title_style":"h1","margin":"default","title_color":"secondary"}},{"type":"text","props":{"margin":"medium","column_breakpoint":"m","content":"

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segunda maior regi\u00e3o ecol\u00f3gica da Am\u00e9rica do Sul e savana mais biodiversa do planeta, o Cerrado \u00e9 o ber\u00e7o das \u00e1guas e de muitos povos e culturas. Mais da metade de sua cobertura vegetal foi devastada para dar lugar, sobretudo, a monocultivos e pastagens para o agroneg\u00f3cio. Precisamos parar a devasta\u00e7\u00e3o e transformar essa realidade. Conhe\u00e7a mais sobre o Cerrado e seus povos para se engajar na sua defesa!<\/span><\/p>","margin_remove_top":false,"text_style":"lead"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Legenda","title_style":"h4","margin":"default","title_decoration":"line"}},{"type":"grid","props":{"show_title":true,"show_meta":true,"show_content":true,"show_image":true,"show_link":true,"grid_default":"2","grid_medium":"4","filter_style":"tab","filter_all":true,"filter_position":"top","filter_align":"left","filter_grid_width":"auto","filter_grid_breakpoint":"m","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":"","image_align":"left","image_grid_width":"1-3","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_text":"Read more","link_style":"default","margin":"default","item_animation":true,"title_style":"h6","image_grid_column_gap":"small","image_vertical_align":true},"children":[{"type":"grid_item","props":{"title":"\u00c1rea Cerrado","image":"images\/mapas\/area-cerrado.png"}},{"type":"grid_item","props":{"title":"cerrado transi\u00e7\u00e3o","image":"images\/mapas\/cerrado-transicao.png"}},{"type":"grid_item","props":{"title":"Matopiba","image":"images\/mapas\/matopiba.png"}},{"type":"grid_item","props":{"title":"Rios","image":"images\/mapas\/rios.png"}}]}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"1-2","image":"","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"image","props":{"margin":"default","image_svg_color":"emphasis","image":"images\/mapas\/brasil-mapa-cerrado-campanha-nacional-brunogobbi.png"}}]}],"props":{"column_gap":"large","layout":"1-2,1-2"}}]},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center","padding":"none"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"image","props":{"margin":"remove-vertical","image_svg_color":"emphasis","image":"images\/campanha-cerrado-design-brunogobbicombr.png"}},{"type":"slideshow","props":{"show_title":true,"show_meta":true,"show_content":true,"show_link":true,"show_thumbnail":true,"slideshow_min_height":"","slideshow_autoplay_pause":false,"nav":"","nav_position":"bottom-center","nav_position_margin":"medium","nav_align":"center","nav_breakpoint":"s","thumbnav_width":"100","thumbnav_height":"75","thumbnav_svg_color":"emphasis","slidenav":"default","slidenav_margin":"large","slidenav_breakpoint":"s","slidenav_outside_breakpoint":"xl","overlay_position":"bottom-right","overlay_animation":"parallax","title_element":"h3","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","link_text":"Read more","link_style":"default","margin":"remove-vertical","slideshow_height":"","slideshow_ratio":"16:7","slidenav_large":true,"slideshow_autoplay":true,"slideshow_autoplay_interval":"4","overlay_container":"","overlay_style":"tile-secondary","overlay_container_padding":"xsmall","overlay_padding":"small","overlay_margin":"none","title_style":"h6"},"children":[{"type":"slideshow_item","props":{"image":"images\/mapas\/Quebradeiras_de_Coco_Babacu_Dom_Pedro_MA_artigo_CWPG_TBauer.jpg","title":"Foto: Thomas Bauer","text_color":"light"}},{"type":"slideshow_item","props":{"image":"images\/mapas\/QuilomboPrachata-TO-BrunoSantiago2.jpg","title":"Foto: Bruno Santiago"}},{"type":"slideshow_item","props":{"image":"images\/mapas\/Pg34_op02_DagmarTalga.jpg","title":"Dagmar Talga"}},{"type":"slideshow_item","props":{"image":"images\/mapas\/Pg117_IngridBarros_crianas_comendo_melancia_na_roa.jpg","title":"Foto: Ingrid barros"}},{"type":"slideshow_item","props":{"image":"images\/mapas\/Pg40_GuiGomes-01.jpg","title":"Gui Gomes"}}]},{"type":"image","props":{"margin":"remove-vertical","image_svg_color":"emphasis","image":"images\/campanha-cerrado-design-brunogobbicombr.png"}}]}]}]},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-3","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"default","title":"Povos do Cerrado","content":"

<p>Os povos do Cerrado s\u00e3o diversos. S\u00e3o ind\u00edgenas de tronco J\u00ea (como os Xerente, Xakriab\u00e1, Apinaj\u00e9 e Xavante), mas tamb\u00e9m Tupi-Guarani (como os Guarani e Kaiow\u00e1) e Arawak (como os Terena e os Kinikinau). S\u00e3o comunidades quilombolas, como os Kalunga, os jalapoeiros e centenas de outras pelos sert\u00f5es do Cerrado. S\u00e3o comunidades tradicionais, t\u00e3o diversas como o pr\u00f3prio Cerrado e que t\u00eam suas vidas entrela\u00e7adas nas \u00e1rvores e plantas, bichos, chapadas, vales e \u00e1guas da regi\u00e3o, como as quebradeiras de coco-baba\u00e7u, raizeiras, geraizeiras, fecho de pasto, apanhadoras de flores sempre-vivas, benzedeiras, retireiras, pescadoras artesanais, vazanteiras e pantaneiras. S\u00e3o, ainda, os assentados e assentadas de reforma agr\u00e1ria e outras popula\u00e7\u00f5es de base camponesa.<\/p>\n

<p>Se ainda h\u00e1 Cerrado em p\u00e9 \u00e9 porque esses povos est\u00e3o com os p\u00e9s no ch\u00e3o do Cerrado, lutando para permanecer em seus territ\u00f3rios. E \u00e9 por isso que n\u00e3o existe defesa do Cerrado sem a defesa dos territ\u00f3rios do Cerrado, onde esses povos conservam e multiplicam a rica biodiversidade da savana brasileira por meio de saberes e pr\u00e1ticas que v\u00e3o se transformando, sendo desenvolvidos e continuamente testados, adaptados e reinventados por meio do manejo consciente das paisagens, ao longo de in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es, e por isso mesmo s\u00e3o resilientes, diversos e apropriados a cada lugar. Essa conex\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o \u2014 em meio a uma profunda crise ecol\u00f3gica mundial e mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas de devasta\u00e7\u00e3o do Cerrado pelo agroneg\u00f3cio monocultural \u2014 est\u00e1 entre os maiores legados dos povos do Cerrado, partilhando horizontes de vida, agora, e para o futuro.<\/p>\n

<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.).\u00a0<a href=\"saberespovoscerrado\">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade<\/a>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e ActionAid Brasil, 2020.<\/p>","image":"images\/mapas\/povos-do-cerrado-bgweds.png","title_color":"secondary"}},{"type":"divider","props":{"divider_element":"hr","margin":"large"}},{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-3","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"default","title":"Terra e Territ\u00f3rio","content":"

<p><span>Os modos de vida dos diversos povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais do Cerrado constitu\u00edram territ\u00f3rios sustent\u00e1veis, que combinam a manuten\u00e7\u00e3o do Cerrado em p\u00e9 e saberes e fazeres que atravessam gera\u00e7\u00f5es. Esse encontro ancestral entre culturas e manejos da paisagem se traduz em uma diversidade de territorialidades.<\/span><\/p>\n

<p><span>\u00c9 assim que o Cerrado se constituiu no cora\u00e7\u00e3o pulsante de diversas culturas ind\u00edgenas que por meio de seus tr\u00e2nsitos, cultivaram as paisagens e riquezas do Cerrado desde muito tempo antes da invas\u00e3o colonial. Tamb\u00e9m ali, nos sert\u00f5es do Cerrado, as comunidades quilombolas constitu\u00edram territ\u00f3rios de liberdade no enfrentamento \u00e0 escravid\u00e3o, conjugando sua ancestralidade africana em modos de vida marcados pelo bem-viver e a felicidade guerreira. No encontro das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, afrodescendentes e de popula\u00e7\u00f5es migrantes europeias pobres, foram se constituindo comunidades e pr\u00e1ticas, com territorialidades espec\u00edficas em di\u00e1logo com as paisagens do Cerrado. Mem\u00f3rias presentes que nos conduzem aos\u00a0 fazeres das raizeiras e quebradeiras de coco-baba\u00e7u que desafiam ideias convencionais de territ\u00f3rio ao manejar paisagens repletas de plantas medicinais e baba\u00e7uais muito al\u00e9m de suas terras de posse direta. Povos e paisagens se complementam, como\u00a0 as chapadas e os vales, que marcaram e foram moldados pelas formas de ser e de viver de comunidades diversas como as geraizeiras, fecho de pasto e apanhadoras de flores sempre-vivas. Da mesma forma, os modos de vida das comunidades vazanteiras, retireiras, pantaneiras e de pescadores artesanais, que habitam as ilhas e beira de rios que nascem no Cerrado, moldaram e foram moldados pelo movimento dessas \u00e1guas.<\/span><\/p>\n

<p>Essas territorialidades diversas persistem e se reinventam nos interst\u00edcios da brutal expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola e miner\u00e1ria, que j\u00e1 devastou mais da metade da cobertura do Cerrado, promovendo conflitos por terra, viol\u00eancia e expuls\u00f5es. De um total de 7.353 localidades onde, entre 2003 e 2018, ocorreram conflitos por terra no campo brasileiro, 40,5% delas estavam nos Cerrados e suas zonas de transi\u00e7\u00e3o. Diante desses conflitos, a luta pela terra tem sido cont\u00ednua.<\/p>\n

<p>Nesse processo de r-exist\u00eancia, os povos e comunidades conquistaram o reconhecimento de seus direitos territoriais e de diversas modalidades fundi\u00e1rias - como as terras ind\u00edgenas, territ\u00f3rios quilombolas, territ\u00f3rios de fechos de pasto, assentamentos de reforma agr\u00e1ria etc. - mas a realiza\u00e7\u00e3o desses direitos ainda \u00e9 um horizonte de luta constante e central na defesa do Cerrado.<\/p>\n

<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n

<p><span>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). <\/span><a href=\"saberespovoscerrado\"><span>Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade<\/span><\/a><span>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.<\/span><\/p>\n

<p><span>Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves. <\/span><a href=\"https:\/\/fase.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf\"><span>Dos Cerrados e de suas riquezas<\/span><\/a><span>: de saberes vernaculares e de conhecimento cient\u00edfico. Rio de Janeiro e Goi\u00e2nia: FASE e CPT, 2019.<\/span><\/p>","image":"images\/mapas\/terra-territorio-bgweds.png","title_color":"secondary"}}]}]}]},{"type":"section","props":{"style":"secondary","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"

<p>\"CHEGOU GENTE COM PAPEL NA M\u00c3O DIZENDO QUE \u00c9RAMOS DONAS DE NOSSA TERRA, PORQUE SEMPRE VIVEMOS E TRABALHAMOS AQUI\"<\/p>","title_style":"h3","maxwidth":"2xlarge","block_align":"center","text_align":"center"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Dona Almerinda","title_style":"h4","margin":"small","text_align":"center","margin_remove_bottom":true,"title_decoration":"line","maxwidth":"medium","block_align":"center"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Camponesa da Comunidade do Chup\u00e9 (PI)","title_style":"h5","text_align":"center","title_font_family":"primary","margin_remove_top":false,"margin":"small"}}]}]}]},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center","padding":"small"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-4","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"large","title":"\u00c1guas do Cerrado","content":"

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas chapadas e planaltos do Brasil Central, as ra\u00edzes profundas da vegeta\u00e7\u00e3o dominante t\u00edpica do Cerrado promovem a infiltra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas das chuvas, constituindo a mais importante \u00e1rea de recarga h\u00eddrica do pa\u00eds, o que lhe valeu o apelido de \"caixa d'\u00e1gua do Brasil\". Como resultado, sob o Cerrado se encontram os dois principais aqu\u00edferos do pa\u00eds - o Guarani e o Urucuia-Bambu\u00ed. Nesse Cerrado ber\u00e7o das \u00e1guas tamb\u00e9m nascem importantes rios do Brasil e do continente sul-americano \u2013 o Paraguai e seus formadores (entre eles o Cuiab\u00e1, o S\u00e3o Louren\u00e7o e o Taquari); o Paran\u00e1 e seus formadores (entre eles o Parana\u00edba); o S\u00e3o Francisco, o Doce, o Jequitinhonha, o Parna\u00edba, o Itapecuru, o Tocantins, o Araguaia, o Tapaj\u00f3s, o Xingu, al\u00e9m de v\u00e1rios afluentes do rio Madeira.\u00a0 As duas maiores extens\u00f5es de terras continentais alagadas do planeta \u2013 o Pantanal e os \u201cvarj\u00f5es\u201d do Araguaia \u2013 t\u00eam tamb\u00e9m sua din\u00e2mica hidrol\u00f3gica relacionada aos Cerrados e suas chapadas.<\/span><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desmatamento das chapadas para dar lugar a monocultivos\u00a0 de soja tem destru\u00eddo esse sistema hidrol\u00f3gico, com consequ\u00eancias dram\u00e1ticas. Ao mesmo tempo, em diversas partes do Cerrado e suas zonas de transi\u00e7\u00e3o, os povos e comunidades enfrentam a apropria\u00e7\u00e3o, contamina\u00e7\u00e3o, exaust\u00e3o, assoreamento e barramento dos rios e \u00e1guas pelos grandes projetos da minera\u00e7\u00e3o, agroneg\u00f3cio, portos e outros empreendimentos log\u00edsticos, usinas hidrel\u00e9tricas e aquicultura.\u00a0<\/span><\/p>\n

<p>Na Campanha, um importante lema\u00a0 \u00e9 \u201cSem Cerrado, sem \u00e1gua, sem vida\u201d, um dizer que carrega a ideia-for\u00e7a de que a conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado \u00e9 sin\u00f4nimo de vida, tanto dos povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais que ali habitam, quanto pelas conex\u00f5es que permitem que as \u00e1guas a\u00ed nascidas possam saciar a sede e garantir produ\u00e7\u00e3o de alimentos livres de agrot\u00f3xicos, transg\u00eanicos e conflitos socioambientais no pr\u00f3prio Cerrado e em outras regi\u00f5es e cidades banhadas por suas \u00e1guas. Defender o Cerrado \u00e9 defender suas \u00e1guas, uma luta urgente e fundamental.<\/p>\n

<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves. <\/span><a href=\"https:\/\/fase.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dos Cerrados e de suas riquezas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: de saberes vernaculares e de conhecimento cient\u00edfico. Rio de Janeiro e Goi\u00e2nia: FASE e CPT, 2019.<\/span><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). <\/span><a href=\"saberespovoscerrado\"><span style=\"font-weight: 400;\">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.<\/span><\/p>","image":"","panel_card_image":true,"title_color":"secondary","meta":"","content_column":"1-2"}},{"type":"divider","props":{"divider_element":"hr","margin":"large"}},{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-3","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"default","title":"Sociobiodiversidade","content":"

<p><span>O Cerrado \u00e9 a\u00a0 savana mais biodiversa do mundo, chegando a abrigar cerca de 5% da diversidade biol\u00f3gica do planeta. Ao mesmo tempo, os primeiros habitantes dessa imensa regi\u00e3o ecol\u00f3gica, os povos da Tradi\u00e7\u00e3o Itaparica, remontam a entre 15.000 a 12.000 anos antes do presente e j\u00e1 transitavam e se adaptavam aos dois principais componentes da paisagem do Cerrado \u2013 as chapadas e os vales. Os povos ind\u00edgenas e tradicionais, com seu saber-fazer enraizado nas paisagens cerradeiras, s\u00e3o herdeiros dos saberes tradicionais que guiam, h\u00e1 in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es, o manejo das matas e paisagens.<\/span><\/p>\n

<p>S\u00e3o esses povos que fazem do pequi, do baba\u00e7u, do buriti e tantos outros frutos do Cerrado a base de alimentos e gera\u00e7\u00e3o de renda. Que usam a palha do baba\u00e7ual e do buritizal, o capim dourado, as flores sempre-vivas e tantos outros elementos na feitura de belos artesanatos. Que conhecem as plantas medicinais e realizam diversos of\u00edcios de cura e benzimento. Que sabem realizar a pesca e a ro\u00e7a no ritmo das cheias e vazantes dos rios. Que sabem o manejo e a ro\u00e7a apropriada para cada agroecossistema. Que sabem manejar os pastos naturais com gado criado entre os vales e os gerais. Que cuidam dos lugares sagrados de morada dos Encantados. E \u00e9 com o protagonismo desses povos que a Campanha se fortalece e se enra\u00edza nos ch\u00e3os dos sert\u00f5es.<\/p>\n

<p>Assim, as paisagens onde a biodiversidade do Cerrado vibra patrim\u00f4nios hist\u00f3ricos e socioculturais, fruto da conviv\u00eancia e cuidado dos povos com o Cerrado.<\/p>\n

<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n

<p><span>Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). <\/span><a href=\"saberespovoscerrado\"><span>Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade<\/span><\/a><span>. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e ActionAid Brasil, 2020.<\/span><\/p>\n

<p><span>Altair Sales Barbosa. Andarilhos da Claridade: os primeiros habitantes do Cerrado. Goi\u00e2nia: Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s. Instituto do Tr\u00f3pico Sub\u00famido, 2002. 416 p.<\/span><\/p>","image":"images\/mapas\/sociobiodiversidade-bgweds.png","title_color":"secondary"}},{"type":"divider","props":{"divider_element":"hr","margin":"default","id":"territorios-do-cerrado"}},{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-4","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"large","title":"Territ\u00f3rios do Cerrado","content":"

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os modos de vida dos diversos povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais do Cerrado constitu\u00edram territ\u00f3rios sustent\u00e1veis, que combinam a manuten\u00e7\u00e3o do Cerrado em p\u00e9 e saberes e fazeres que atravessam gera\u00e7\u00f5es. Esse encontro ancestral entre culturas e manejos da paisagem se traduz em uma diversidade de territorialidades.<\/span><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 assim que o Cerrado se constituiu no cora\u00e7\u00e3o pulsante de diversas culturas ind\u00edgenas que por meio de seus tr\u00e2nsitos, cultivaram as paisagens e riquezas do Cerrado desde muito tempo antes da invas\u00e3o colonial. Tamb\u00e9m ali, nos sert\u00f5es do Cerrado, as comunidades quilombolas constitu\u00edram territ\u00f3rios de liberdade no enfrentamento \u00e0 escravid\u00e3o, conjugando sua ancestralidade africana em modos de vida marcados pelo bem-viver e a felicidade guerreira. No encontro das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, afrodescendentes e de popula\u00e7\u00f5es migrantes europeias pobres, foram se constituindo comunidades e pr\u00e1ticas, com territorialidades espec\u00edficas em di\u00e1logo com as paisagens do Cerrado. Mem\u00f3rias presentes que nos conduzem aos\u00a0 fazeres das raizeiras e quebradeiras de coco-baba\u00e7u que desafiam ideias convencionais de territ\u00f3rio ao manejar paisagens repletas de plantas medicinais e baba\u00e7uais muito al\u00e9m de suas terras de posse direta. Povos e paisagens se complementam, como\u00a0 as chapadas e os vales, que marcaram e foram moldados pelas formas de ser e de viver de comunidades diversas como as geraizeiras, fecho de pasto e apanhadoras de flores sempre-vivas. Da mesma forma, os modos de vida das comunidades vazanteiras, retireiras, pantaneiras e de pescadores artesanais, que habitam as ilhas e beira de rios que nascem no Cerrado, moldaram e foram moldados pelo movimento dessas \u00e1guas.<\/span><\/p>\n

<p>Essas territorialidades diversas persistem e se reinventam nos interst\u00edcios da brutal expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola e miner\u00e1ria, que j\u00e1 devastou mais da metade da cobertura do Cerrado, promovendo conflitos por terra, viol\u00eancia e expuls\u00f5es. De um total de 7.353 localidades onde, entre 2003 e 2018, ocorreram conflitos por terra no campo brasileiro, 40,5% delas estavam nos Cerrados e suas zonas de transi\u00e7\u00e3o. Diante desses conflitos, a luta pela terra tem sido cont\u00ednua.<\/p>\n

<p>Nesse processo de r-exist\u00eancia, os povos e comunidades conquistaram o reconhecimento de seus direitos territoriais e de diversas modalidades fundi\u00e1rias - como as terras ind\u00edgenas, territ\u00f3rios quilombolas, territ\u00f3rios de fechos de pasto, assentamentos de reforma agr\u00e1ria etc. - mas a realiza\u00e7\u00e3o desses direitos ainda \u00e9 um horizonte de luta constante e central na defesa do Cerrado.<\/p>\n

<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diana Aguiar e Helena Lopes (Orgs.). <\/span><a href=\"saberespovoscerrado\"><span style=\"font-weight: 400;\">Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Rio de Janeiro: Campanha em Defesa do Cerrado e Action Aid Brasil, 2020.<\/span><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves. <\/span><a href=\"https:\/\/fase.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/PUBLICACAO_CERRADO-2.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dos Cerrados e de suas riquezas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: de saberes vernaculares e de conhecimento cient\u00edfico. Rio de Janeiro e Goi\u00e2nia: FASE e CPT, 2019. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><\/p>","image":"","panel_card_image":true,"title_color":"secondary","meta":"","content_column":"1-2"}}]}],"props":{"margin":"small"}}]},{"type":"section","props":{"style":"secondary","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center","image":"images\/mapas\/area-cerrado.png","media_overlay":"#D68261"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"

<p>\"N\u00f3s, seres humanos, que vivemos nas matas, <strong>n\u00f3s somos a biodiversidade<\/strong>\"<\/p>","title_style":"h3","maxwidth":"2xlarge","block_align":"center","text_align":"center"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Socorro Teixeira","title_style":"h4","margin":"small","text_align":"center","margin_remove_bottom":true,"title_decoration":"line","maxwidth":"medium","block_align":"center"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"Quebradeira de Coco-Baba\u00e7u do Bico do Papagaio (TO)","title_style":"h5","text_align":"center","title_font_family":"primary","margin_remove_top":false,"margin":"small"}}]}]}]},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","meta_element":"div","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"left","image_grid_width":"1-4","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"large","title":"Matopiba","content":"

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especialmente desde a ditadura empresarial-militar (1964-1985) a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola sobre o Cerrado foi promovendo o desmatamento da vegetac\u0327a\u0303o nativa, a apropria\u00e7\u00e3o privada da terra e a viol\u00eancia no campo. Em algumas regi\u00f5es de fronteira mais antiga - como no Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s, Mato Grosso e mesmo partes de S\u00e3o Paulo onde havia cobertura de Cerrado - a devasta\u00e7\u00e3o acumulada da savana \u00e9 extrema.<\/span><\/p>\n

<p>A partir da de\u0301cada de 2000, com o chamado \u201c\u200bboom das commodities\u200b\u201d e, apo\u0301s 2015, com a criac\u0327a\u0303o do Plano de Desenvolvimento Agr\u00edcola (PDA) Matopiba, esse processo ganha novos e especi\u0301ficos contornos. O Matopiba \u00e9 uma regi\u00e3o delimitada para fins de planejamento governamental, envolvendo o Cerrado dos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, e tratada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) como \"a grande fronteira agr\u00edcola da atualidade\", ou seja, espa\u00e7o para a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, ignorando os territ\u00f3rios dos povos do Cerrado e os fortes conflitos gerados por essa expans\u00e3o. A a\u0301rea delimitada possui aproximadamente 73 milho\u0303es de hectares de Cerrado brasileiro. S\u00e3o nos\u00a0 territo\u0301rios tradicionais, por sua vez, onde se\u00a0 encontram os remanescentes de Cerrado mais bem preservados no Matopiba - tanto nos vales e baixo\u0303es, como nas chapadas.<\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">A invisibilizac\u0327a\u0303o deliberada dos povos ind\u00edgenas, comunidades quilombolas e tradicionais do Cerrado e\u0301 parte essencial da estrate\u0301gia de avanc\u0327o da fronteira. O PDA Matopiba, por exemplo, indica a presenc\u0327a de povos indi\u0301genas e comunidades tradicionais apenas nos territo\u0301rios que naquela altura estavam demarcados e titulados, situac\u0327a\u0303o de absoluta minoria dos territ\u00f3rios. Deste modo, excluiu milhares de comunidades ind\u00edgenas, quilombolas, geraizeiras, de fechos e fundos de pasto etc. ja\u0301 reconhecidas ou em fase de reconhecimento, demarcac\u0327a\u0303o e titulac\u0327a\u0303o. O agronego\u0301cio na\u0303o expande sua a\u0301rea plantada sobre territo\u0301rios vazios, mas com a apropriac\u0327a\u0303o ilegal de vales, rios, veredas, brejos e chapadas, tradicionalmente ocupados por comunidades rurais.<\/span><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com predomi\u0301nio da posse em relac\u0327a\u0303o a\u0300 propriedade, estes territo\u0301rios ve\u0302m sendo ilegalmente levados a registro nos carto\u0301rios como propriedades particulares pelo menos desde os anos 1960. Na\u0303o se faz a expansa\u0303o da fronteira agri\u0301cola do agronego\u0301cio nesta regia\u0303o sem operar mu\u0301ltiplos esquemas de grilagem de territo\u0301rios tradicionalmente ocupados e\/ou terras pu\u0301blicas devolutas. O objetivo da grilagem e\u0301 justamente incorpora\u0301-las ao lucrativo mercado de terras. Ampliar a dimensa\u0303o da a\u0301rea plantada sobre esses territo\u0301rios resulta necessariamente na conversa\u0303o da vegetac\u0327a\u0303o nativa em novas a\u0301reas para o monocultivo. \u00c9 por isso que as comunidades do Cerrado gritam: \"N\u00e3o ao Matopiba!\"<\/span><\/p>\n

<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n

<p><span style=\"font-weight: 400;\">Joice Bonfim, Debora Assump\u00e7\u00e3o, Juliana Borges, Mauricio Correia e Silvia Helena Coelho. <\/span><a href=\"https:\/\/www.aatr.org.br\/post\/matopiba-estudo-sobre-institucionaliza%C3%A7%C3%A3o-da-grilagem-%C3%A9-lan%C3%A7ado\"><span style=\"font-weight: 400;\">Legalizando o ilegal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: legisla\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e ambiental e a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola no Matopiba. Salvador: AATR, 2020. <\/span><\/p>","image":"","panel_card_image":true,"title_color":"secondary","meta":"","content_column":"1-2"}},{"type":"headline","props":{"title_element":"h1","content":"

<p><b>Ilustra\u00e7\u00f5es:<\/b> Est\u00fadio Massa<br \/><b>Fotos:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Welligton Douglas, Bruno Santiago, Edson Prudencio, Dagmar Talga, Gui Gomes, Ingrid Barros, Thomas Bauer.<\/span><\/p>","title_style":"h6","title_font_family":"primary","margin_remove_top":false,"margin":"medium","link":"https:\/\/estudiomassa.com.br","link_target":true,"margin_remove_bottom":true}}]}]}]}],"version":"2.4.20"} --></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Histórico</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/historico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2021 17:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/historico/</guid>

					<description><![CDATA[<div>

    
        <h3>Histórico da Campanha</h3>
    
    
        <div><p align="justify">A <strong>Campanha Nacional em Defesa do Cerrado</strong> foi lançada em 2016, em um contexto de profundas rupturas na institucionalidade democrática no Brasil. De lá para cá, os conflitos fundiários e ambientais no Cerrado só se agravaram, em especial pela expansão de medidas de austeridade neoliberal e com a ascensão do fascismo, racismo e anti-ambientalismo nos últimos anos.</p></div>
    
    
</div>
<div><p align="left">Em novembro de 2015, pouco antes da Campanha ser lançada oficialmente, o&#160;<a href="https://www.cptnacional.org.br/publicacoes/noticias/articulacao-cpt-s-do-cerrado/3014-povos-e-comunidades-do-cerrado-dizem-nao-ao-matopiba" target="_blank" rel="noopener">I Encontro de Povos e Comunidades Impactados pelo Matopiba</a>&#160;reuniu representantes de povos e comunidades dos quatro estado em Araguaína, no Tocantins. Naquele encontro, comunicadores e comunicadoras populares decidiram realizar em janeiro de 2016 a primeira reunião do que seria o Coletivo de Comunicação da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, no qual cerca de 20 profissionais de comunicação e comunicadores populares doaram tempo e conhecimento para a iniciativa, além de desenvolverem estratégias e materiais para a Campanha.</p></div>
<div>

        <img src="/images/historico/1_Encontro_Regional_dos_Povos_e_Comunidades_do_Cerrado_em_Araguaina_Tocantins_quando_as_comunidades_se_posicionaram_contra_o_MATOPIBA_em_2015_Foto_Elvis_Marques_-_CPT_Nacional.jpg" alt="">
    
    
        <h3>Foto: Elvis Marques</h3>
    
    
    
</div>
<div>

        <img src="/images/historico/Em_novembro_de_2016_ocorreu_em_Brasilia_o_Seminario_Nacional_Matopiba_-_conflitos_resistencias_e_novas_dinamicas_de_expansao_do_agronegocio_no_Brasil_Foto_Bianca_Pyl_1.jpg" alt="">
    
    
        <h3>Foto: Bianca Pyl</h3>
    
    
    
</div>
<div><p>Alguns meses depois, em meio ao Cerrado da histórica Cidade de Goiás,<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/34-campanha-em-defesa-do-cerrado-e-lancada-na-cidade-de-goias-durante-o-fica">&#160;a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado foi lançada oficialmente com o lema “Cerrado, berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”</a>. O lançamento ocorreu durante o Fórum Ambiental, espaço de debate que integrou o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), em agosto de 2016. Um segundo momento de lançamento foi a<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/38-campanha-em-defesa-do-cerrado-sera-lancada-nesta-terca-feira-27-em-brasilia">&#160;coletiva de imprensa com a presença dos povos e comunidades tradicionais e organizações</a>&#160;na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília, no mês de setembro. Em novembro de 2016, o&#160;<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/48-inicia-o-seminario-nacional-do-matopiba-em-brasilia">Seminário Nacional “Matopiba: conflitos, resistências e novas dinâmicas de expansão do agronegócio no Brasil”</a>&#160;reuniu dezenas de representantes de comunidades, organizações, movimentos e pesquisadores do Brasil, bem como aliados de Moçambique e Japão, em Brasília, consolidando a articulação da Campanha.</p></div>
<div><p align="left">A invisibilidade tão visível do Cerrado, já cantada e pautada por seus povos, cantores, poetas, professores, redes, foi se potencializando com encontros, formações, romarias, caminhadas, pesquisas, porque sim, era necessário conhecer, trocar experiências, falar dos modos de vida, articular apoio e comunicar ao mundo as belezas, riquezas e potencialidades da região. Assim a comunicação teve papel fundamental. Notas de denúncias, campanhas nas redes sociais, cartilhas, vídeos, artigos. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reforçou este processo, quando em 2017, colocou como tema da <a href="https://www.cnbb.org.br/cnbb-apresenta-texto-base-da-cfe-2017/" target="_blank" rel="noopener">Campanha da Fraternidade os Biomas e as Comunidades Originárias</a>.</p>
<p align="left">Em abril de 2017 foi realizada uma<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/90-audiencia-debate-pec-que-transforma-o-cerrado-e-a-caatinga-em-patrimonio-nacional"> Audiência Pública na Câmara dos Deputados</a> para debater a PEC 510-2010, que visa transformar o Cerrado e a Caatinga em Patrimônios Nacionais (assim como Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal o são). A partir de então, a Campanha iniciou um processo de mobilização de assinaturas para uma Petição reivindicando a aprovação desta proposta (PEC 510/2010). Em 2019, a petição foi protocolada no Congresso brasileiro com mais de meio milhão de assinaturas que afirmavam: “O Cerrado é vida, é fonte de sabedoria e riqueza, é o nosso patrimônio”. O Congresso segue ignorando esse apelo e menosprezando o Cerrado.</p>
<p align="left">A Campanha sempre contou com importantes <a href="https://www.cptnacional.org.br/publicacoes/noticias/articulacao-cpt-s-do-cerrado/4518-conselho-da-onu-recebe-denuncia-de-violacoes-de-direitos-as-comunidades-do-cerrado-piauiense" target="_blank" rel="noopener">articulações internacionais</a>, participando inclusive de encontros e mobilizações conjuntas em defesa dos cerrados e savanas. Em maio de 2017, uma representante da Campanha esteve na savana colombiana (Llanos), próximo à fronteira com a Venezuela, a convite de organizações locais para falar sobre as resistências a projetos como Matopiba e ProSavana. Representantes da Campanha também se somaram a movimentos de Moçambique e Japão para a <a href="https://fase.org.br/pt/acervo/documentos/declaracao-dos-povos-2/" target="_blank" rel="noopener">III Conferência Triangular dos Povos Moçambique-Brasil-Japão</a> em Maputo, que foi seguida de uma caravana que visitou comunidades camponesas na província de Nampula, no Norte do país, em novembro 2017. Na <a href="https://fase.org.br/wp-content/uploads/2017/11/DECLARA%C3%87%C3%83O-DOS-POVOS-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">carta final</a> do encontro, os representantes dos três países afirmaram: <em><span style="color: #000000;"><span style="background-color: #a0c79e;">"Enquanto povos unidos continuaremos engajados na luta contra as desigualdades, contra todas as formas de injustiça e de descriminação bem como na defesa dos nossos direitos e interesses relativos ao acesso e controlo de terra, sementes nativas, água, florestas, ar, bens e património culturais e históricos comuns. Não ao ProSavana!" </span></span></em></p></div>
<div><p align="left">Os desafios enfrentados pelos povos e comunidades do Cerrado na defesa de seus territórios motivaram a realização de duas <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/49-oficina-discute-historia-da-ocupacao-de-terras-no-brasil-com-povos-e-comunidades-tradicionais-do-cerrado">Oficinas de formação em Direitos Territoriais</a>, uma em Imperatriz para comunidades do Mapito e outra em Goiânia para comunidades do Centro-Oeste e Bahia, ambas em agosto de 2017. O sucesso desta experiência faz com que ela esteja sendo replicada virtualmente, em 2020, com outras comunidades do Mapito.</p>
<p align="left">Em setembro de 2017 e janeiro de 2018, duas missões da <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/106-caravana-matopiba-danos-humanos-e-ambientais-sao-alarmantes">Caravana Internacional de Investigação sobre Grilagem de Terras e Violações de Direitos Humanos no MATOPIBA</a><a href="http://semcerrado.org.br/meio-ambiente/caravana-matopiba-danos-humanos-e-ambientais-sao-alarmantes/">,</a> realizadas no Cerrado do Piauí, denunciaram a violação dos direitos dos povos indígenas Gamela e das comunidades tradicionais contra a grilagem de terras pelos Fundos de Pensão como o TIAA e da Universidade de Harvard dos Estados Unidos, trazendo na pauta a denúncia dos processos de financeirização das terras do Cerrado. A Caravana resultou no <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/157-relatorio-matopiba-quais-os-custos-ambientais-e-sociais-do-negocio-de-terras">Relatório MATOPIBA: Os Custos Ambientais e Humanos do Negócio de Terras</a>, instrumento para defender os direitos de povos e comunidades frente ao avanço do capital estrangeiro. Uma das iniciativas desde a caravana até o fim de 2020 foi um processo de incidência sobre o “Projeto Piauí: Pilares de Crescimento e Inclusão Social”, financiado pelo Banco Mundial, que estava acelerando o processo de regularização fundiária de fazendas - algumas sob suspeita de grilagem - em detrimento da regularização de comunidades do estado. Esse processo se deu por meio de ações de pressão frente ao Banco, e culminou em um representante a Washington em outubro de 2019, na ocasião da reunião anual da instituição. Durante a viagem, também foi possível realizar ações de campanha em Harvard e em universidades cujos professores são clientes da TIAA para endereçar os custos sociais e ambientais dos investimentos estrangeiros em compra de terras no Brasil.</p></div>
<div>

    
        <div><p align="left"><strong>Em setembro de 2017, em Balsas, no Maranhão, aconteceu o <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/116-carta-das-comunidades-e-povos-do-cerrado-encontro-dos-povos-e-1-romaria-nacional-do-cerrado"> I Encontro Nacional dos Povos do Cerrado</a></strong>, que reuniu cerca de 600 representantes de povos e comunidades tradicionais dos 10 estados que compõem o Cerrado sob o lema “Cerrado: os povos gritam por água e território livres!”. Ali, na capital do agronegócio maranhense, povos registraram na<a href="Carta%20das%20Comunidades%20e%20Povos%20do%20Cerrado%20Encontro%20dos%20Povos%20e%201ª%20Romaria%20Nacional%20do%20Cerrado"> carta política do encontro</a><em>: “Priorizamos indígenas, negros, mulheres e jovens [...] que, mesmo ameaçados e violentados, nos oferecem, com seu modo de viver e lutar, alternativas de Bem Viver e cuidar da Casa Comum.</em>” Durante o encontro, aconteceu também a<a href="Encontro%20reunirá%20700%20pessoas%20de%20comunidades%20do%20Cerrado%20em%20Balsas%20(MA)"> 1ª Romaria Nacional do Cerrado</a>, que contou com mais de cinco mil pessoas em caminhada, percorrendo ruas e rodovias, gritando denúncias e sonhos.</p>
<p align="left">Em seguida, no mês de novembro de 2017, famílias do Cerrado baiano se colocaram na <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/121-populacao-de-correntina-vai-as-ruas-em-defesa-das-aguas">defesa das águas em Correntina</a><a href="http://semcerrado.org.br/agua/populacao-de-correntina-vai-as-ruas-em-defesa-das-aguas/"> </a>contra a fazenda Igarashi, que expropria as águas das comunidades ribeirinhas e de fundo e fecho de pasto. Essa ação desencadeou o apoio de organizações nacionais e internacionais. Mas de 10 mil pessoas foram às ruas de Correntina, em apoio à ação das comunidades, muitas vestidas com camisas com o lema da Campanha "Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida". Uma <a href="https://cimi.org.br/2017/11/cpt-bahia-cansado-do-descaso-das-autoridades-o-povo-de-correntina-reage-em-defesa-das-aguas/" target="_blank" rel="noopener">carta pública</a> dos movimentos após os protestos denunciava: <em>“O canto fúnebre das ‘Alimentadeiras de Alma’, antiga tradição religiosa de rezar pelos mortos, passou a ser realizado para chamar a atenção para a morte das nascentes e rios às centenas na região. Romarias com milhares de pessoas vêm sendo feitas nos últimos anos em cidades da região em protesto contra a destruição dos cerrados”. A frase “Ninguém vai morrer de sede nas margens do rio Arrojado”</em> se tornou um lema dessa luta.</p></div>
    
</div>
<div><p align="left">Em março de 2018 em Brasília, a Campanha se uniu a diversos movimentos do Brasil e do mundo na defesa das águas no<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/217-vozes-do-cerrado-na-programacao-do-forum-alternativo-mundial-da-agua"> Fórum Alternativo Mundial da Água - FAMA </a>trazendo a mensagem do "Cerrado - Berço das Águas". Em maio do mesmo ano, a Campanha ajudou a construir a <a href="https://fase.org.br/pt/informe-se/noticias/impactos-e-resistencia-ao-matopiba-pautam-debate-no-iv-ena-encontro-nacional-de-agroecologia/" target="_blank" rel="noopener">Tenda Matopiba, no IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA)</a> em Belo Horizonte - MG, ampliando a visibilidade das denúncias de violações de direitos no Cerrado.</p>
<p align="left">Representantes da Campanha também construíram a <a href="https://fase.org.br/pt/informe-se/artigos/conferencia-triangular-dos-povos-mocambique-brasil-japao-inspira-caminhos-a-seguir/" target="_blank" rel="noopener">IV Conferência Triangular Triangular dos Povos Moçambique-Brasil-Japão</a>, realizada em Tóquio em novembro de 2018, na qual denunciaram o papel histórico da cooperação japonesa (JICA) na devastação do Cerrado com o PRODECER e na continuidade desse modelo com o MATOPIBA e o ProSavana. Na <a href="https://fase.org.br/wp-content/uploads/2018/12/FINAL-Declarac%CC%A7a%CC%83o-de-Toquio-ProSAVANA-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">carta final</a>, os movimentos e organizações afirmaram: “Reiteramos a rejeição ao ProSAVANA e ao MATOPIBA e defendemos a soberania alimentar dos povos”. Em maio de 2019, um grupo de representantes de organizações e comunidades do Cerrado mato-grossense realizaram um intercâmbio agroecológico, visitando comunidades indígenas e campesinas no Bosque Seco chiquitano, região da extensão do Cerrado na Bolívia.</p></div>
<div>

        <img src="/images/historico/O_primeiro_Encontro_Nacional_das_Juventudes_do_Cerrado_ocorreu_em_Hidrolandia_Goias_em_2018_Foto_Welligton_Douglas_-_CPT_Mato_Grosso.jpg" alt="">
    
    
        <h3>Foto: Welligton Douglas</h3>
    
    
    
</div>
<div>

    <!-- Begin Mailchimp Signup Form -->
<link href="//cdn-images.mailchimp.com/embedcode/horizontal-slim-10_7.css" rel="stylesheet" type="text/css">
<style type="text/css">
	#mc_embed_signup{background:; clear:left; font:14px Helvetica,Arial,sans-serif; width:100%;color: #4e6e51!important;}
    input#mc-embedded-subscribe {
    height: 31px;
}
    ::placeholder {
        color:#532013!important;
      	opacity:0.3;   
    }
	/* Add your own Mailchimp form style overrides in your site stylesheet or in this style block.
	   We recommend moving this block and the preceding CSS link to the HEAD of your HTML file. */
</style>
<div id="mc_embed_signup">
<form action="https://gmail.us7.list-manage.com/subscribe/post?u=6a4b8e3ba8d29f79bf9666731&#38;id=59a94be364" method="post" id="mc-embedded-subscribe-form" name="mc-embedded-subscribe-form" class="validate" target="_blank" novalidate>
    <div id="mc_embed_signup_scroll">
	<label for="mce-EMAIL">Inscreva-se para receber mais notícias</label>
	<input type="email" value="" name="EMAIL" class="email" id="mce-EMAIL" placeholder="Digite seu e-mail" required>
    <!-- real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups-->
    <div style="position: absolute; left: -5000px;" aria-hidden="true"><input type="text" name="b_6a4b8e3ba8d29f79bf9666731_59a94be364" tabindex="-1" value=""></div>
    <div class="clear"><input type="submit" value="Enviar" name="subscribe" id="mc-embedded-subscribe" class="subscribe btn-success uk-button-secondary"></div>
    </div>
</form>
</div>

<!--End mc_embed_signup-->
</div>
<div>

        <img src="/images/historico/O_primeiro_Encontro_Nacional_das_Mulheres_do_Cerrado_uma_das_prioridades_da_Campanha_ocorreu_em_2019_Foto_Dagmar_Talga.jpg" alt="">
    
    
        <h3>Foto: Dagmar Talga</h3>
    
    
    
</div>
<div><p align="left">As articulações das juventudes e das mulheres do Cerrado fortalecem as ações da Campanha nos territórios. Em dezembro de 2018 e junho de 2019, aconteceram, respectivamente, o I Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado e o <a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/162-carta-do-i-encontro-nacional-das-juventudes-do-cerrado">I Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado</a>, lançando Cartas Públicas históricas. Nesta, as juventudes afirmaram: <em>“Nós queremos permanecer em nossa terra e conservar o nosso Cerrado. Nossa luta por permanência é também uma batalha por uma Educação do e no Campo. [...] Nós somos o presente e o futuro dos povos do Cerrado e é a manutenção dos nossos modos de vida que será capaz de garantir a conservação das nossas riquezas naturais.</em>” E as mulheres ecoaram: <em>“Nós somos as guardiãs do Cerrado e dos saberes populares que herdamos de nossos e nossas ancestrais. Por toda nossa história, lutamos para que nossa cultura e modos de vida resistissem. Unidas na nossa diversidade, afirmamos aqui que o Cerrado brasileiro tem cara de mulher”</em>. É inspirada na força das mulheres e no engajamento da juventude que a Campanha se mantém de pés firmes nos chãos do Cerrado.</p></div>
<div><p align="left">A eclosão da pandemia de Covid-19 no início de 2020 e as necessárias medidas de isolamento social impuseram novas formas de seguirmos caminhando juntos. Construímos ao longo do ano um processo amplo e coletivo de caracterização e análise da diversidade de povos e comunidades do Cerrado, seus modos de vida e saberes associados à biodiversidade, que resultou em uma<a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLU7rlec1hOVgw1UCpIN7RG58a_GtJ-MWI"> </a><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLU7rlec1hOVgw1UCpIN7RG58a_GtJ-MWI" target="_blank" rel="noopener">série de lives “Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade”</a>, <a href="https://diplomatique.org.br/especial/os-saberes-dos-povos-do-cerrado-e-a-biodiversidade/" target="_blank" rel="noopener">série de artigos no Le Monde Diplomatique</a> e compilados em um <a href="biblioteca/14-biblioteca/publicacoes/62-saberes-dos-povos-do-cerrado-e-biodiversidade" target="_blank">livro</a> de mesmo nome. Também seguimos acompanhando diversos casos de conflitos no Cerrado e realizamos a sistematização de casos representativos dos diversos estados no Mapa - Territórios Agroecológicos no Cerrado em Conflito.</p></div>
<div>

        <img src="/images/historico/570_mil_assinaturas_foram_entregues_a_deputados_e_deputadas_no_Dia_Nacional_do_Cerrado_11_de_setembro_de_2019_na_Camara_Foto_Thomas_Bauer__-_CPT.jpeg" alt="">
    
    
        <h3>Foto: Thomas Bauer</h3>
    
    
    
</div>
<div><p align="left">Os anos de 2019 e 2020 também foram marcados pelo desmonte da institucionalidade ambiental brasileira, por incêndios criminosos e aumento nas taxas de desmatamento no Pantanal, Cerrado e Amazônia. Em razão disso, a Campanha tem participado ativamente na articulação entre comunidades, movimentos e organizações, que têm denunciado conjuntamente a situação a partir de uma Carta Pública assinada por cerca de 100 entidades&#160;<a href="https://campanhacerrado.org.br/noticias/66-agro-e-fogo-queimadas-sao-crimes-do-agronegocio">Agro é fogo: Queimadas são crimes do agronegócio!&#160;</a>na qual afirmam: <em>"Enquanto a sociedade brasileira se indigna e lamenta a devastação, precisamos rememorar e nos inspirar no espírito das lutas dos seringueiros com Chico Mendes realizando os empates amazônicos; da luta das quebradeiras de coco-babaçu com Dona Raimunda, Dona Dijé e até hoje em todo o Cerrado em defesa dos babaçuais; dos tantos heróis e heroínas dos povos indígenas, comunidades quilombolas, pantaneiras, geraizeiras, raizeiras, retireiras, ribeirinhas, assentadas de reforma agrária que, ao longo do tempo, têm defendido as florestas e matas nativas com seus próprios corpos.</em>"</p></div>
<div>

    <!-- Begin Mailchimp Signup Form -->
<link href="//cdn-images.mailchimp.com/embedcode/horizontal-slim-10_7.css" rel="stylesheet" type="text/css">
<style type="text/css">
	#mc_embed_signup{background:; clear:left; font:14px Helvetica,Arial,sans-serif; width:100%;color: #4e6e51!important;}
    input#mc-embedded-subscribe {
    height: 31px;
}
    ::placeholder {
        color:#532013!important;
      	opacity:0.3;   
    }
	/* Add your own Mailchimp form style overrides in your site stylesheet or in this style block.
	   We recommend moving this block and the preceding CSS link to the HEAD of your HTML file. */
</style>
<div id="mc_embed_signup">
<form action="https://gmail.us7.list-manage.com/subscribe/post?u=6a4b8e3ba8d29f79bf9666731&#38;id=59a94be364" method="post" id="mc-embedded-subscribe-form" name="mc-embedded-subscribe-form" class="validate" target="_blank" novalidate>
    <div id="mc_embed_signup_scroll">
	<label for="mce-EMAIL">Inscreva-se para receber mais notícias</label>
	<input type="email" value="" name="EMAIL" class="email" id="mce-EMAIL" placeholder="Digite seu e-mail" required>
    <!-- real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups-->
    <div style="position: absolute; left: -5000px;" aria-hidden="true"><input type="text" name="b_6a4b8e3ba8d29f79bf9666731_59a94be364" tabindex="-1" value=""></div>
    <div class="clear"><input type="submit" value="Enviar" name="subscribe" id="mc-embedded-subscribe" class="subscribe btn-success uk-button-secondary"></div>
    </div>
</form>
</div>

<!--End mc_embed_signup-->
</div>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- {"type":"layout","children":[{"type":"section","props":{"style":"default","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center","image":"images\/historico\/historico-novo.jpg","image_size":"cover","media_overlay":"rgba(83, 32, 19, 0.3)"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"panel","props":{"link_text":"Read more","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","title_align":"top","title_grid_width":"1-2","title_grid_breakpoint":"m","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","content_column_breakpoint":"m","icon_width":80,"image_align":"top","image_grid_width":"1-2","image_grid_breakpoint":"m","image_svg_color":"emphasis","link_style":"default","margin":"default","title":"Hist\u00f3rico da Campanha","content":"

<p align=\"justify\">A <strong>Campanha Nacional em Defesa do Cerrado<\/strong> foi lan\u00e7ada em 2016, em um contexto de profundas rupturas na institucionalidade democr\u00e1tica no Brasil. De l\u00e1 para c\u00e1, os conflitos fundi\u00e1rios e ambientais no Cerrado s\u00f3 se agravaram, em especial pela expans\u00e3o de medidas de austeridade neoliberal e com a ascens\u00e3o do fascismo, racismo e anti-ambientalismo nos \u00faltimos anos.<\/p>","panel_style":"card-secondary","panel_size":"small","maxwidth":"large"}}]}]}],"name":"topoo"},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"small","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"2-3","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"

<p align=\"left\">Em novembro de 2015, pouco antes da Campanha ser lan\u00e7ada oficialmente, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes\/noticias\/articulacao-cpt-s-do-cerrado\/3014-povos-e-comunidades-do-cerrado-dizem-nao-ao-matopiba\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I Encontro de Povos e Comunidades Impactados pelo Matopiba<\/a>&nbsp;reuniu representantes de povos e comunidades dos quatro estado em Aragua\u00edna, no Tocantins. Naquele encontro, comunicadores e comunicadoras populares decidiram realizar em janeiro de 2016 a primeira reuni\u00e3o do que seria o Coletivo de Comunica\u00e7\u00e3o da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, no qual cerca de 20 profissionais de comunica\u00e7\u00e3o e comunicadores populares doaram tempo e conhecimento para a iniciativa, al\u00e9m de desenvolverem estrat\u00e9gias e materiais para a Campanha.<\/p>","dropcap":true}}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"1-3"},"children":[{"type":"overlay","props":{"link_text":"Read more","overlay_mode":"caption","overlay_hover":false,"overlay_style":"tile-default","text_color":"light","overlay_position":"bottom-right","overlay_transition":"fade","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","meta_style":"meta","meta_align":"below-title","link_style":"default","text_align":"center","margin":"default","image":"images\/historico\/1_Encontro_Regional_dos_Povos_e_Comunidades_do_Cerrado_em_Araguaina_Tocantins_quando_as_comunidades_se_posicionaram_contra_o_MATOPIBA_em_2015_Foto_Elvis_Marques_-_CPT_Nacional.jpg","title":"Foto: Elvis Marques","overlay_padding":"small","overlay_transition_background":false,"title_style":"h6","image_box_decoration":"secondary"}}]}],"props":{"layout":"2-3,1-3","column_gap":"small"}},{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"1-3","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"overlay","props":{"link_text":"Read more","overlay_mode":"caption","overlay_hover":false,"overlay_style":"tile-default","text_color":"light","overlay_position":"bottom-right","overlay_transition":"fade","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","meta_style":"h6","meta_align":"below-title","link_style":"default","text_align":"center","margin":"default","image":"images\/historico\/Em_novembro_de_2016_ocorreu_em_Brasilia_o_Seminario_Nacional_Matopiba_-_conflitos_resistencias_e_novas_dinamicas_de_expansao_do_agronegocio_no_Brasil_Foto_Bianca_Pyl_1.jpg","title":"Foto: Bianca Pyl","overlay_padding":"small","overlay_transition_background":false,"title_style":"h6","image_box_decoration":"default","meta":""}}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"2-3"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"

<p>Alguns meses depois, em meio ao Cerrado da hist\u00f3rica Cidade de Goi\u00e1s,<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/34-campanha-em-defesa-do-cerrado-e-lancada-na-cidade-de-goias-durante-o-fica\">&nbsp;a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado foi lan\u00e7ada oficialmente com o lema \u201cCerrado, ber\u00e7o das \u00c1guas: Sem Cerrado, Sem \u00c1gua, Sem Vida\u201d<\/a>. O lan\u00e7amento ocorreu durante o F\u00f3rum Ambiental, espa\u00e7o de debate que integrou o Festival Internacional de Cinema e V\u00eddeo Ambiental (FICA), em agosto de 2016. Um segundo momento de lan\u00e7amento foi a<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/38-campanha-em-defesa-do-cerrado-sera-lancada-nesta-terca-feira-27-em-brasilia\">&nbsp;coletiva de imprensa com a presen\u00e7a dos povos e comunidades tradicionais e organiza\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;na sede da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Bras\u00edlia, no m\u00eas de setembro. Em novembro de 2016, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/48-inicia-o-seminario-nacional-do-matopiba-em-brasilia\">Semin\u00e1rio Nacional \u201cMatopiba: conflitos, resist\u00eancias e novas din\u00e2micas de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio no Brasil\u201d<\/a>&nbsp;reuniu dezenas de representantes de comunidades, organiza\u00e7\u00f5es, movimentos e pesquisadores do Brasil, bem como aliados de Mo\u00e7ambique e Jap\u00e3o, em Bras\u00edlia, consolidando a articula\u00e7\u00e3o da Campanha.<\/p>","dropcap":true}}]}],"props":{"layout":"1-3,2-3"}},{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","style":"muted"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"

<p align=\"left\">A invisibilidade t\u00e3o vis\u00edvel do Cerrado, j\u00e1 cantada e pautada por seus povos, cantores, poetas, professores, redes, foi se potencializando com encontros, forma\u00e7\u00f5es, romarias, caminhadas, pesquisas, porque sim, era necess\u00e1rio conhecer, trocar experi\u00eancias, falar dos modos de vida, articular apoio e comunicar ao mundo as belezas, riquezas e potencialidades da regi\u00e3o. Assim a comunica\u00e7\u00e3o teve papel fundamental. Notas de den\u00fancias, campanhas nas redes sociais, cartilhas, v\u00eddeos, artigos. A Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil refor\u00e7ou este processo, quando em 2017, colocou como tema da <a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-apresenta-texto-base-da-cfe-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Campanha da Fraternidade os Biomas e as Comunidades Origin\u00e1rias<\/a>.<\/p>\n

<p align=\"left\">Em abril de 2017 foi realizada uma<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/90-audiencia-debate-pec-que-transforma-o-cerrado-e-a-caatinga-em-patrimonio-nacional\"> Audi\u00eancia P\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados<\/a> para debater a PEC 510-2010, que visa transformar o Cerrado e a Caatinga em Patrim\u00f4nios Nacionais (assim como Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica e Pantanal o s\u00e3o). A partir de ent\u00e3o, a Campanha iniciou um processo de mobiliza\u00e7\u00e3o de assinaturas para uma Peti\u00e7\u00e3o reivindicando a aprova\u00e7\u00e3o desta proposta (PEC 510\/2010). Em 2019, a peti\u00e7\u00e3o foi protocolada no Congresso brasileiro com mais de meio milh\u00e3o de assinaturas que afirmavam: \u201cO Cerrado \u00e9 vida, \u00e9 fonte de sabedoria e riqueza, \u00e9 o nosso patrim\u00f4nio\u201d. O Congresso segue ignorando esse apelo e menosprezando o Cerrado.<\/p>\n

<p align=\"left\">A Campanha sempre contou com importantes <a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes\/noticias\/articulacao-cpt-s-do-cerrado\/4518-conselho-da-onu-recebe-denuncia-de-violacoes-de-direitos-as-comunidades-do-cerrado-piauiense\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">articula\u00e7\u00f5es internacionais<\/a>, participando inclusive de encontros e mobiliza\u00e7\u00f5es conjuntas em defesa dos cerrados e savanas. Em maio de 2017, uma representante da Campanha esteve na savana colombiana (Llanos), pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com a Venezuela, a convite de organiza\u00e7\u00f5es locais para falar sobre as resist\u00eancias a projetos como Matopiba e ProSavana. Representantes da Campanha tamb\u00e9m se somaram a movimentos de Mo\u00e7ambique e Jap\u00e3o para a <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/acervo\/documentos\/declaracao-dos-povos-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">III Confer\u00eancia Triangular dos Povos Mo\u00e7ambique-Brasil-Jap\u00e3o<\/a> em Maputo, que foi seguida de uma caravana que visitou comunidades camponesas na prov\u00edncia de Nampula, no Norte do pa\u00eds, em novembro 2017. Na <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DECLARA%C3%87%C3%83O-DOS-POVOS-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">carta final<\/a> do encontro, os representantes dos tr\u00eas pa\u00edses afirmaram: <em><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #a0c79e;\">\"Enquanto povos unidos continuaremos engajados na luta contra as desigualdades, contra todas as formas de injusti\u00e7a e de descrimina\u00e7\u00e3o bem como na defesa dos nossos direitos e interesses relativos ao acesso e controlo de terra, sementes nativas, \u00e1gua, florestas, ar, bens e patrim\u00f3nio culturais e hist\u00f3ricos comuns. N\u00e3o ao ProSavana!\" <\/span><\/span><\/em><\/p>","column":"1-3","dropcap":true}}]}],"props":{"margin":"medium"}},{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":""},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"large","column_breakpoint":"m","content":"

<p align=\"left\">Os desafios enfrentados pelos povos e comunidades do Cerrado na defesa de seus territ\u00f3rios motivaram a realiza\u00e7\u00e3o de duas <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/49-oficina-discute-historia-da-ocupacao-de-terras-no-brasil-com-povos-e-comunidades-tradicionais-do-cerrado\">Oficinas de forma\u00e7\u00e3o em Direitos Territoriais<\/a>, uma em Imperatriz para comunidades do Mapito e outra em Goi\u00e2nia para comunidades do Centro-Oeste e Bahia, ambas em agosto de 2017. O sucesso desta experi\u00eancia faz com que ela esteja sendo replicada virtualmente, em 2020, com outras comunidades do Mapito.<\/p>\n

<p align=\"left\">Em setembro de 2017 e janeiro de 2018, duas miss\u00f5es da <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/106-caravana-matopiba-danos-humanos-e-ambientais-sao-alarmantes\">Caravana Internacional de Investiga\u00e7\u00e3o sobre Grilagem de Terras e Viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos no MATOPIBA<\/a><a href=\"http:\/\/semcerrado.org.br\/meio-ambiente\/caravana-matopiba-danos-humanos-e-ambientais-sao-alarmantes\/\">,<\/a> realizadas no Cerrado do Piau\u00ed, denunciaram a viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos ind\u00edgenas Gamela e das comunidades tradicionais contra a grilagem de terras pelos Fundos de Pens\u00e3o como o TIAA e da Universidade de Harvard dos Estados Unidos, trazendo na pauta a den\u00fancia dos processos de financeiriza\u00e7\u00e3o das terras do Cerrado. A Caravana resultou no <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/157-relatorio-matopiba-quais-os-custos-ambientais-e-sociais-do-negocio-de-terras\">Relat\u00f3rio MATOPIBA: Os Custos Ambientais e Humanos do Neg\u00f3cio de Terras<\/a>, instrumento para defender os direitos de povos e comunidades frente ao avan\u00e7o do capital estrangeiro. Uma das iniciativas desde a caravana at\u00e9 o fim de 2020 foi um processo de incid\u00eancia sobre o \u201cProjeto Piau\u00ed: Pilares de Crescimento e Inclus\u00e3o Social\u201d, financiado pelo Banco Mundial, que estava acelerando o processo de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de fazendas - algumas sob suspeita de grilagem - em detrimento da regulariza\u00e7\u00e3o de comunidades do estado. Esse processo se deu por meio de a\u00e7\u00f5es de press\u00e3o frente ao Banco, e culminou em um representante a Washington em outubro de 2019, na ocasi\u00e3o da reuni\u00e3o anual da institui\u00e7\u00e3o. Durante a viagem, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel realizar a\u00e7\u00f5es de campanha em Harvard e em universidades cujos professores s\u00e3o clientes da TIAA para endere\u00e7ar os custos sociais e ambientais dos investimentos estrangeiros em compra de terras no Brasil.<\/p>","dropcap":true,"column":"1-2"}},{"type":"alert","props":{"content":"

<p align=\"left\"><strong>Em setembro de 2017, em Balsas, no Maranh\u00e3o, aconteceu o <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/116-carta-das-comunidades-e-povos-do-cerrado-encontro-dos-povos-e-1-romaria-nacional-do-cerrado\"> I Encontro Nacional dos Povos do Cerrado<\/a><\/strong>, que reuniu cerca de 600 representantes de povos e comunidades tradicionais dos 10 estados que comp\u00f5em o Cerrado sob o lema \u201cCerrado: os povos gritam por \u00e1gua e territ\u00f3rio livres!\u201d. Ali, na capital do agroneg\u00f3cio maranhense, povos registraram na<a href=\"Carta%20das%20Comunidades%20e%20Povos%20do%20Cerrado%20Encontro%20dos%20Povos%20e%201\u00aa%20Romaria%20Nacional%20do%20Cerrado\"> carta pol\u00edtica do encontro<\/a><em>: \u201cPriorizamos ind\u00edgenas, negros, mulheres e jovens [...] que, mesmo amea\u00e7ados e violentados, nos oferecem, com seu modo de viver e lutar, alternativas de Bem Viver e cuidar da Casa Comum.<\/em>\u201d Durante o encontro, aconteceu tamb\u00e9m a<a href=\"Encontro%20reunir\u00e1%20700%20pessoas%20de%20comunidades%20do%20Cerrado%20em%20Balsas%20(MA)\"> 1\u00aa Romaria Nacional do Cerrado<\/a>, que contou com mais de cinco mil pessoas em caminhada, percorrendo ruas e rodovias, gritando den\u00fancias e sonhos.<\/p>\n

<p align=\"left\">Em seguida, no m\u00eas de novembro de 2017, fam\u00edlias do Cerrado baiano se colocaram na <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/121-populacao-de-correntina-vai-as-ruas-em-defesa-das-aguas\">defesa das \u00e1guas em Correntina<\/a><a href=\"http:\/\/semcerrado.org.br\/agua\/populacao-de-correntina-vai-as-ruas-em-defesa-das-aguas\/\"> <\/a>contra a fazenda Igarashi, que expropria as \u00e1guas das comunidades ribeirinhas e de fundo e fecho de pasto. Essa a\u00e7\u00e3o desencadeou o apoio de organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Mas de 10 mil pessoas foram \u00e0s ruas de Correntina, em apoio \u00e0 a\u00e7\u00e3o das comunidades, muitas vestidas com camisas com o lema da Campanha \"Sem Cerrado, Sem \u00c1gua, Sem Vida\". Uma <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2017\/11\/cpt-bahia-cansado-do-descaso-das-autoridades-o-povo-de-correntina-reage-em-defesa-das-aguas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">carta p\u00fablica<\/a> dos movimentos ap\u00f3s os protestos denunciava: <em>\u201cO canto f\u00fanebre das \u2018Alimentadeiras de Alma\u2019, antiga tradi\u00e7\u00e3o religiosa de rezar pelos mortos, passou a ser realizado para chamar a aten\u00e7\u00e3o para a morte das nascentes e rios \u00e0s centenas na regi\u00e3o. Romarias com milhares de pessoas v\u00eam sendo feitas nos \u00faltimos anos em cidades da regi\u00e3o em protesto contra a destrui\u00e7\u00e3o dos cerrados\u201d. A frase \u201cNingu\u00e9m vai morrer de sede nas margens do rio Arrojado\u201d<\/em> se tornou um lema dessa luta.<\/p>","alert_style":"success","alert_size":true}}]}]},{"type":"row","props":{"layout":"3-5,2-5"},"children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"3-5","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"large","column_breakpoint":"m","content":"

<p align=\"left\">Em mar\u00e7o de 2018 em Bras\u00edlia, a Campanha se uniu a diversos movimentos do Brasil e do mundo na defesa das \u00e1guas no<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/217-vozes-do-cerrado-na-programacao-do-forum-alternativo-mundial-da-agua\"> F\u00f3rum Alternativo Mundial da \u00c1gua - FAMA <\/a>trazendo a mensagem do \"Cerrado - Ber\u00e7o das \u00c1guas\". Em maio do mesmo ano, a Campanha ajudou a construir a <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/informe-se\/noticias\/impactos-e-resistencia-ao-matopiba-pautam-debate-no-iv-ena-encontro-nacional-de-agroecologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tenda Matopiba, no IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA)<\/a> em Belo Horizonte - MG, ampliando a visibilidade das den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es de direitos no Cerrado.<\/p>\n

<p align=\"left\">Representantes da Campanha tamb\u00e9m constru\u00edram a <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/informe-se\/artigos\/conferencia-triangular-dos-povos-mocambique-brasil-japao-inspira-caminhos-a-seguir\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IV Confer\u00eancia Triangular Triangular dos Povos Mo\u00e7ambique-Brasil-Jap\u00e3o<\/a>, realizada em T\u00f3quio em novembro de 2018, na qual denunciaram o papel hist\u00f3rico da coopera\u00e7\u00e3o japonesa (JICA) na devasta\u00e7\u00e3o do Cerrado com o PRODECER e na continuidade desse modelo com o MATOPIBA e o ProSavana. Na <a href=\"https:\/\/fase.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/FINAL-Declarac%CC%A7a%CC%83o-de-Toquio-ProSAVANA-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">carta final<\/a>, os movimentos e organiza\u00e7\u00f5es afirmaram: \u201cReiteramos a rejei\u00e7\u00e3o ao ProSAVANA e ao MATOPIBA e defendemos a soberania alimentar dos povos\u201d. Em maio de 2019, um grupo de representantes de organiza\u00e7\u00f5es e comunidades do Cerrado mato-grossense realizaram um interc\u00e2mbio agroecol\u00f3gico, visitando comunidades ind\u00edgenas e campesinas no Bosque Seco chiquitano, regi\u00e3o da extens\u00e3o do Cerrado na Bol\u00edvia.<\/p>","dropcap":true}}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"2-5","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"overlay","props":{"link_text":"Read more","overlay_mode":"caption","overlay_hover":false,"overlay_style":"tile-default","text_color":"light","overlay_position":"bottom-right","overlay_transition":"fade","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","meta_style":"h6","meta_align":"below-title","link_style":"default","text_align":"center","margin":"default","image":"images\/historico\/O_primeiro_Encontro_Nacional_das_Juventudes_do_Cerrado_ocorreu_em_Hidrolandia_Goias_em_2018_Foto_Welligton_Douglas_-_CPT_Mato_Grosso.jpg","title":"Foto: Welligton Douglas","overlay_padding":"small","overlay_transition_background":false,"title_style":"h6","image_box_decoration":"secondary","meta":""}},{"type":"html","props":{"content":"<!-- Begin Mailchimp Signup Form -->\n<link href=\"\/\/cdn-images.mailchimp.com\/embedcode\/horizontal-slim-10_7.css\" rel=\"stylesheet\" type=\"text\/css\">\n</p>
<style type=\"text\/css\">\n\t#mc_embed_signup{background:; clear:left; font:14px Helvetica,Arial,sans-serif; width:100%;color: #4e6e51!important;}\n    input#mc-embedded-subscribe {\n    height: 31px;\n}\n    ::placeholder {\n        color:#532013!important;\n      \topacity:0.3;   \n    }\n\t\/* Add your own Mailchimp form style overrides in your site stylesheet or in this style block.\n\t   We recommend moving this block and the preceding CSS link to the HEAD of your HTML file. *\/\n<\/style>\n</p>
<div id=\"mc_embed_signup\">\n</p>
<form action=\"https:\/\/gmail.us7.list-manage.com\/subscribe\/post?u=6a4b8e3ba8d29f79bf9666731&amp;id=59a94be364\" method=\"post\" id=\"mc-embedded-subscribe-form\" name=\"mc-embedded-subscribe-form\" class=\"validate\" target=\"_blank\" novalidate>\n    </p>
<div id=\"mc_embed_signup_scroll\">\n\t<label for=\"mce-EMAIL\">Inscreva-se para receber mais not\u00edcias<\/label>\n\t<input type=\"email\" value=\"\" name=\"EMAIL\" class=\"email\" id=\"mce-EMAIL\" placeholder=\"Digite seu e-mail\" required>\n    <!-- real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups-->\n    </p>
<div style=\"position: absolute; left: -5000px;\" aria-hidden=\"true\"><input type=\"text\" name=\"b_6a4b8e3ba8d29f79bf9666731_59a94be364\" tabindex=\"-1\" value=\"\"><\/div>\n    </p>
<div class=\"clear\"><input type=\"submit\" value=\"Enviar\" name=\"subscribe\" id=\"mc-embedded-subscribe\" class=\"subscribe btn-success uk-button-secondary\"><\/div>\n    <\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n\n<!--End mc_embed_signup-->"}}]}]},{"type":"row","props":{"layout":"2-5,3-5"},"children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"2-5","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"overlay","props":{"link_text":"Read more","overlay_mode":"caption","overlay_hover":false,"overlay_style":"tile-default","text_color":"light","overlay_position":"bottom-right","overlay_transition":"fade","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","meta_style":"h6","meta_align":"below-title","link_style":"default","text_align":"center","margin":"default","image":"images\/historico\/O_primeiro_Encontro_Nacional_das_Mulheres_do_Cerrado_uma_das_prioridades_da_Campanha_ocorreu_em_2019_Foto_Dagmar_Talga.jpg","title":"Foto: Dagmar Talga","overlay_padding":"small","overlay_transition_background":false,"title_style":"h6","image_box_decoration":"default","meta":""}}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"3-5","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"</p>
<p align=\"left\">As articula\u00e7\u00f5es das juventudes e das mulheres do Cerrado fortalecem as a\u00e7\u00f5es da Campanha nos territ\u00f3rios. Em dezembro de 2018 e junho de 2019, aconteceram, respectivamente, o I Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado e o <a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/162-carta-do-i-encontro-nacional-das-juventudes-do-cerrado\">I Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado<\/a>, lan\u00e7ando Cartas P\u00fablicas hist\u00f3ricas. Nesta, as juventudes afirmaram: <em>\u201cN\u00f3s queremos permanecer em nossa terra e conservar o nosso Cerrado. Nossa luta por perman\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m uma batalha por uma Educa\u00e7\u00e3o do e no Campo. [...] N\u00f3s somos o presente e o futuro dos povos do Cerrado e \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o dos nossos modos de vida que ser\u00e1 capaz de garantir a conserva\u00e7\u00e3o das nossas riquezas naturais.<\/em>\u201d E as mulheres ecoaram: <em>\u201cN\u00f3s somos as guardi\u00e3s do Cerrado e dos saberes populares que herdamos de nossos e nossas ancestrais. Por toda nossa hist\u00f3ria, lutamos para que nossa cultura e modos de vida resistissem. Unidas na nossa diversidade, afirmamos aqui que o Cerrado brasileiro tem cara de mulher\u201d<\/em>. \u00c9 inspirada na for\u00e7a das mulheres e no engajamento da juventude que a Campanha se mant\u00e9m de p\u00e9s firmes nos ch\u00e3os do Cerrado.<\/p>"}}]}]},{"type":"row","props":{"layout":"3-5,2-5"},"children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"3-5","vertical_align":"middle"},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"</p>
<p align=\"left\">A eclos\u00e3o da pandemia de Covid-19 no in\u00edcio de 2020 e as necess\u00e1rias medidas de isolamento social impuseram novas formas de seguirmos caminhando juntos. Constru\u00edmos ao longo do ano um processo amplo e coletivo de caracteriza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da diversidade de povos e comunidades do Cerrado, seus modos de vida e saberes associados \u00e0 biodiversidade, que resultou em uma<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLU7rlec1hOVgw1UCpIN7RG58a_GtJ-MWI\"> <\/a><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLU7rlec1hOVgw1UCpIN7RG58a_GtJ-MWI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de lives \u201cSaberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade\u201d<\/a>, <a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/especial\/os-saberes-dos-povos-do-cerrado-e-a-biodiversidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de artigos no Le Monde Diplomatique<\/a> e compilados em um <a href=\"biblioteca\/14-biblioteca\/publicacoes\/62-saberes-dos-povos-do-cerrado-e-biodiversidade\" target=\"_blank\">livro<\/a> de mesmo nome. Tamb\u00e9m seguimos acompanhando diversos casos de conflitos no Cerrado e realizamos a sistematiza\u00e7\u00e3o de casos representativos dos diversos estados no Mapa - Territ\u00f3rios Agroecol\u00f3gicos no Cerrado em Conflito.<\/p>"}}]},{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":"","width_medium":"2-5"},"children":[{"type":"overlay","props":{"link_text":"Read more","overlay_mode":"caption","overlay_hover":false,"overlay_style":"tile-default","text_color":"light","overlay_position":"bottom-right","overlay_transition":"fade","title_hover_style":"reset","title_element":"h3","meta_style":"h6","meta_align":"below-title","link_style":"default","text_align":"center","margin":"default","image":"images\/historico\/570_mil_assinaturas_foram_entregues_a_deputados_e_deputadas_no_Dia_Nacional_do_Cerrado_11_de_setembro_de_2019_na_Camara_Foto_Thomas_Bauer__-_CPT.jpeg","title":"Foto: Thomas Bauer","overlay_padding":"small","overlay_transition_background":false,"title_style":"h6","image_box_decoration":"secondary","meta":""}}]}]},{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"text","props":{"margin":"default","column_breakpoint":"m","content":"</p>
<p align=\"left\">Os anos de 2019 e 2020 tamb\u00e9m foram marcados pelo desmonte da institucionalidade ambiental brasileira, por inc\u00eandios criminosos e aumento nas taxas de desmatamento no Pantanal, Cerrado e Amaz\u00f4nia. Em raz\u00e3o disso, a Campanha tem participado ativamente na articula\u00e7\u00e3o entre comunidades, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es, que t\u00eam denunciado conjuntamente a situa\u00e7\u00e3o a partir de uma Carta P\u00fablica assinada por cerca de 100 entidades&nbsp;<a href=\"https:\/\/campanhacerrado.org.br\/noticias\/66-agro-e-fogo-queimadas-sao-crimes-do-agronegocio\">Agro \u00e9 fogo: Queimadas s\u00e3o crimes do agroneg\u00f3cio!&nbsp;<\/a>na qual afirmam: <em>\"Enquanto a sociedade brasileira se indigna e lamenta a devasta\u00e7\u00e3o, precisamos rememorar e nos inspirar no esp\u00edrito das lutas dos seringueiros com Chico Mendes realizando os empates amaz\u00f4nicos; da luta das quebradeiras de coco-baba\u00e7u com Dona Raimunda, Dona Dij\u00e9 e at\u00e9 hoje em todo o Cerrado em defesa dos baba\u00e7uais; dos tantos her\u00f3is e hero\u00ednas dos povos ind\u00edgenas, comunidades quilombolas, pantaneiras, geraizeiras, raizeiras, retireiras, ribeirinhas, assentadas de reforma agr\u00e1ria que, ao longo do tempo, t\u00eam defendido as florestas e matas nativas com seus pr\u00f3prios corpos.<\/em>\"<\/p>"}}]}]}]},{"type":"section","props":{"style":"default","width":"default","vertical_align":"middle","title_position":"top-left","title_rotation":"left","title_breakpoint":"xl","image_position":"center-center","padding":"small"},"children":[{"type":"row","children":[{"type":"column","props":{"image_position":"center-center","media_overlay_gradient":""},"children":[{"type":"html","props":{"content":"<!-- Begin Mailchimp Signup Form -->\n<link href=\"\/\/cdn-images.mailchimp.com\/embedcode\/horizontal-slim-10_7.css\" rel=\"stylesheet\" type=\"text\/css\">\n</p>
<style type=\"text\/css\">\n\t#mc_embed_signup{background:; clear:left; font:14px Helvetica,Arial,sans-serif; width:100%;color: #4e6e51!important;}\n    input#mc-embedded-subscribe {\n    height: 31px;\n}\n    ::placeholder {\n        color:#532013!important;\n      \topacity:0.3;   \n    }\n\t\/* Add your own Mailchimp form style overrides in your site stylesheet or in this style block.\n\t   We recommend moving this block and the preceding CSS link to the HEAD of your HTML file. *\/\n<\/style>\n</p>
<div id=\"mc_embed_signup\">\n</p>
<form action=\"https:\/\/gmail.us7.list-manage.com\/subscribe\/post?u=6a4b8e3ba8d29f79bf9666731&amp;id=59a94be364\" method=\"post\" id=\"mc-embedded-subscribe-form\" name=\"mc-embedded-subscribe-form\" class=\"validate\" target=\"_blank\" novalidate>\n    </p>
<div id=\"mc_embed_signup_scroll\">\n\t<label for=\"mce-EMAIL\">Inscreva-se para receber mais not\u00edcias<\/label>\n\t<input type=\"email\" value=\"\" name=\"EMAIL\" class=\"email\" id=\"mce-EMAIL\" placeholder=\"Digite seu e-mail\" required>\n    <!-- real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups-->\n    </p>
<div style=\"position: absolute; left: -5000px;\" aria-hidden=\"true\"><input type=\"text\" name=\"b_6a4b8e3ba8d29f79bf9666731_59a94be364\" tabindex=\"-1\" value=\"\"><\/div>\n    </p>
<div class=\"clear\"><input type=\"submit\" value=\"Enviar\" name=\"subscribe\" id=\"mc-embedded-subscribe\" class=\"subscribe btn-success uk-button-secondary\"><\/div>\n    <\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n\n<!--End mc_embed_signup-->"}}]}]}],"name":"mailchimp","source":{"query":{"name":""}}}],"version":"2.1.2"} --></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade</title>
		<link>https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/saberes-dos-povos-do-cerrado-e-biodiversidade-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Campanha Nacional em Defesa do Cerrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Dec 2020 15:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Cerrado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://campanhacerrado.org.br/campanha2026/saberes-dos-povos-do-cerrado-e-biodiversidade-2/</guid>

					<description><![CDATA[A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado lança neste mês de dezembro o livro “Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade”, fruto de um amplo processo colaborativo. O livro é uma ode aos povos do Cerrado, verdadeiros guardiões e multiplicadores das riquezas dessa imensa região. Clique aqui para baixar o arquivo em PDF. Os povos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado lança neste mês de dezembro o livro “Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade”, fruto de um amplo processo colaborativo. O livro é uma ode aos povos do Cerrado, verdadeiros guardiões e multiplicadores das riquezas dessa imensa região.</i></p>
<p><a href="images/biblioteca/Saberes%20dos%20Povos%20do%20Cerrado%20e%20Biodiversidade.pdf" target="_blank">Clique aqui</a> para baixar o arquivo em PDF.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">Os povos do Cerrado são diversos. São indígenas de tronco Macro-Jê (como os Xerente, Xakriabá, Apinajé e Xavante), mas também Tupi-Guarani (como os Guarani e Kaiowá) e Arawak (como os Terena). São comunidades quilombolas, como os Kalunga, os jalapoeiros e centenas de outras pelos sertões do Cerrado. São comunidades&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">tradicionais, tão diversas como o próprio Cerrado e que têm suas vidas entrelaçadas&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">nas árvores e plantas, bichos, chapadas, vales e águas da região, como as&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">quebradeiras de coco-babaçu, raizeiras, geraizeiras, fecho de pasto, apanhadoras de&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">flores sempre-vivas, benzedeiras, retireiras, pescadoras artesanais, vazanteiras e&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">pantaneiras. São, ainda, as assentadas e assentados de reforma agrária e outras&nbsp;</span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">populações de base camponesa.</span></span><br /><i></i></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">Os artigos que compõem este livro ecoam a memória ancestral de que as paisagens onde a biodiversidade do Cerrado vibra não são representações de uma natureza intocada, mas sim patrimônios históricos e socioculturais, fruto da convivência e cuidado dos povos com o Cerrado. Ao mesmo tempo, os relatos e análises mostram que esses saberes tradicionais vão se transformando, sendo desenvolvidos e continuamente testados, adaptados e reinventados por meio do manejo consciente das paisagens, ao longo de inúmeras gerações, e por isso mesmo são resilientes, diversos e apropriados a cada lugar. Essa conexão entre tradição e inovação — em meio a uma profunda crise ecológica mundial e mesmo após décadas de devastação do Cerrado pelo agronegócio monocultural — está entre os maiores legados dos povos do Cerrado, partilhando horizontes de vida, agora, e para o futuro.</span></span></p>
<hr />
<p><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Diana Aguiar</b></span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> é assessora política da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e Pesquisadora de Pós-Doutorado no CPDA/UFRRJ. </span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Helena Lopes</b></span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> é especialista em Agroecologia e Justiça Climática da ActionAid e Doutoranda em Ciências Sociais no CPDA/UFRRJ. Ambas coordenam esta publicação.</span></span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
